Olhava para aquele arquivo de papel indecisa e insegura. Desde pequena, sempre teve o sonho de escrever estórias. Mas, pressionada pela família, resolveu fazer uma faculdade. Escolheu jornalismo, porque na sua cabeça era o menos diferente. Pelo menos, poderia narrar fatos, o que não era a mesma coisa, mas já quebrava um galho. Durante anosContinuar lendo “O sonho de escrever”
Arquivos do autor:Carol Pessôa
Te esquecer
Hoje completam dois meses que nos separamos. É a primeira vez que saio de casa para uma programação de lazer. Durante esse tempo fiquei trancada, pensando no que poderíamos ser, mas não fomos. Decidi ir a pista Cláudio Coutinho, lugar que amo, na zona sul da cidade. Não sei se você sabe, porque nunca fomosContinuar lendo “Te esquecer”
Resenha ” Mulheres Perfeitas: universos femininos à flor da pele”
O cotidiano de mulheres que lutam para conciliar as tarefas e os desafios do dia a dia, com muitas dificuldades e muita coragem! Esse é o livro Mulheres Perfeitas, da escritora baiana Séfora Oliveira. Dona de uma escrita leve, e ao mesmo tempo incisiva, Séfora nos apresenta personagens marcantes, como a arquiteta Ana, que batalhaContinuar lendo “Resenha ” Mulheres Perfeitas: universos femininos à flor da pele””
Os sonhos mudam
Desde pequena sonhava em ser bailarina. Dessas que dançam em grandes companhias, ganham prêmios, e dão entrevistas. Para a realização do projeto, treinava todos os dias. Era incansável em seus passos e piruetas. Ensaiva, e ensaiava, e ensaiava… Até que com apenas dezoito anos entrou para o corpo de baile de um grande grupo. AContinuar lendo “Os sonhos mudam”
Salto para o desconhecido
A sombra projetada de seu próprio reflexo contra a água lhe dava medo. Via-se pálida, com escuras olheiras, a pele seca. Era jovem, mas sentia-se velha, cansada. Antes do momento final, sentou-se e refletiu. Sentia dentro de si uma forte pulsão de morte. Estudou tudo isso no curso de psicologia. Mas nem a graduação, nemContinuar lendo “Salto para o desconhecido”
Quando percebi meu fim
Me peguei pensando que comecei a morrer, após um pesadelo. Nele, eu mergulhava no fundo de um mar, e não mais voltava. Acordei assustada, suando. Mas afinal, quando começa a vida, e quando ela de fato termina? Seria viver estar preso a um corpo material, que apodrece aos poucos? Ou a vida teria um significadoContinuar lendo “Quando percebi meu fim”
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha uma pedra portuguesa Tinha uma pedra portuguesa no meio do caminho no meio do caminho tinha uma portuguesa Ela vinha distraída Nunca me esqueci Deste acontecimento Na vida de minhas retinas Tão castigadas Nunca me esqueci que no meio do caminho Tinha uma pedra portuguesa E uma portuguesa Sonhadora… QueContinuar lendo “Tinha uma pedra”
Apenas mais um texto infeliz
Era escritora. Ofício difícil, que carrega muita dor. Para escrever, pensava principalmente no passado. Os abandonos que sofrera, a saudade da família, os relacionamentos que não foram para frente… toda a sorte de angústias, desprazeres e frustrações. Era um dia frio de maio, um domingo daqueles entediantes, arrastados. Foi para a frente do computador comContinuar lendo “Apenas mais um texto infeliz”
Feliz aos 40
Era seu 40° aniversário. Olhou-se no espelho após a festa e sentiu que as rugas começavam a pular de seu rosto, uma a uma. Passou removedor de maquiagem e tocou em sua própria face, percebendo cada marca de expressão. Jogou água no rosto. Como em um mapa, ele trazia os caminhos de uma história: quarentaContinuar lendo “Feliz aos 40”
Música
És a soberana entre as artes Por entre tuas notas, viajo Voo leve, ou mergulho Em um mundo mágico e obscuro Sinto vibrar pelo meu corpo – quase morto E renasço em ti Posso estar em um jardim Repleto de flores Ou em um deserto Com os pés fundos na areia Música que me libertaContinuar lendo “Música”
