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Chamado
Caminha comigo Vou te contar Tudo o que aconteceu Nesses anos todos Caminha comigo Me conta também Tudo o que você viveu E eu não vi Me diz que você mudou Sabe, tocou no meu telefone um número parecido com o que era seu Era golpe
Cds, DVDs, locadoras, Hanson…
Sou da década de noventa, como os queridinhos da banda Hanson. Escutei boy bands, frequentei baladinhas, fui no show do Sandy e Junior. Na minha cidade, no interior, a moda era ir à Discoteca do Vip’s aos sábados, levando um carimbo no braço para marcar a entrada. Lá dancei com um menino pela primeira vez,Continuar lendo “Cds, DVDs, locadoras, Hanson…”
Valete
Saudades de você, meu valete Saudades de ter a sua atenção só para mim De acreditar que podia por um instante, quem sabe, dar certo Seu português impecável Seu bom gosto Um homem que vai ao teatro, gente Uma pessoa que ouve Chico Buarque Que vai a museus Quanta raridade Mas você não era paraContinuar lendo “Valete”
SEM SALVAÇÃO
nem mulheres nem meninas nenhuma a salvo nesse mundo cão há sempre predadores mirando pelas frestas prometem amor salvação fome saciada enquanto gotas de ódio brilham em suas presas invadem nossos corpos esquartejam nossa alma sufocam o último suspiro dentro da mala arruinada esquecida no porão imploramos à morte que nos alcance
Dia Internacional da Mulher Revolucionária
Domingo passado foi Dia Internacional da Mulher, o celebrado, porém frequentemente incompreendido, 8 de março. Penso que há muito erramos na forma de comemorar essa data, especialmente desde que estratégias comerciais se apropriaram dela para transformá-la em mais uma ferramenta de marketing. Entre as iniciativas mais desastrosas (ou toscas), em 2018 houve a rede deContinuar lendo “Dia Internacional da Mulher Revolucionária”
Em branco
Foi como ficou a minha mente ao perceber que alguém estava tocando a campainha do meu coração. Talvez você não entenda como isso aconteceu,mas acredito que foi simultâneo entre nós. Existe uma máxima “pessoa certa,hora errada”, vamos aplicar por enquanto. Não canso de pensar na razão de tudo isso, assim como não quero complicar nossasContinuar lendo “Em branco”
Escritec: Parte 2
Clarice contempla a tela iluminada do Escritec. O único lugar onde ainda consegue preservar algo de si mesma nesse mundo arrasado. Os dedos deslizam a caneta digital em rabiscos que se perdem na pouca luz: — Vamos resistir… — O ar falhou por um segundo. —…juntos. Pela janela empoeirada do bunker, ela observa a neblinaContinuar lendo “Escritec: Parte 2”
Escritec
No ano em que as cidades formavam um tapete de concreto, e o Sol se arrastava sobre um céu cinza, Clarice, escritora e apaixonada por plantas, inclinou-se sobre o canteiro no centro da praça que teimava em respirar. O pó fino do ar invadia seus pulmões, ao mesmo tempo que as dúvidas em sua cabeça.—Continuar lendo “Escritec”
Me lembrei de você, mas sem saudade
Acordei de manhã cedo, fui procurar uma música no Spotify. Ouvir Home, do New West. Mas quando coloquei o H apareceu a sugestão de Hotel California. Cliquei. Imediatamente fiquei conectada com o nosso passado. Você adorava essa música e sempre cantava. Já escrevi sobre isso em outro conto. Lembrei do que vivemos juntos, das nossasContinuar lendo “Me lembrei de você, mas sem saudade”
