Vai passar – Dançando na Varanda

A você que já teve ou está tendo uma forte crise emocional, senta, me dá a mão, olha nos meus olhos e ouve: vai passar. Eu sei que parece que não vai. Sei que você só quer que a dor pare, vá embora e te deixe em paz, porque é insuportável e você não mereceContinuar lendo “Vai passar – Dançando na Varanda”

Morde e assopra

Diana se deitou no sofá. A casa parecia silenciosa demais. O choro, contido até o momento, desabou silencioso. Ficou ali, por um bom tempo, até a dor no peito diminuir. Pela primeira vez, em anos, havia pensado em si mesma. Tinha iniciado a busca por um espaço próprio longe de interferências alheias. A que preço,Continuar lendo “Morde e assopra”

Casa com alma bagunçada

Mais que preferências na decoração, nossa casa carrega histórias espalhadasem cada canto.Os tapetes sumiram quando minhas duas meninas vieram morar comigo. Eu amo tapetes pela casa. A filha, não.Esparramadas no sofá, assistíamos a filmes de todo tipo. A pipoca se misturava com o chão, e a sala virava acampamento de sábado à noite. A PrincesinhaContinuar lendo “Casa com alma bagunçada”

No compasso

O cheiro enjoativo de café frio misturava-se ao aroma de livros e papéis acumulados.Janice digitava no velho computador. De tempos em tempos, espiava o velho relógio na parede. Pelas janelas amplas, um vento dos jardins abertos e arborizados do campus empurrava o ar pesado dali de dentro, trazendo consigo o frescor de folhas e gramaContinuar lendo “No compasso”

Irremediavelmente apaixonada

Foram apenas três encontros. Naquele curto período de férias que consegui tirar em minha cidade natal, no interior do estado. Nesse breve intervalo nos reencontramos. E relembramos nosso passado, refletimos sobre nosso presente… e filosofamos sobre nosso futuro. Deitada na grama verde do seu jardim, pensei que aqueles dias eram o que havia de melhorContinuar lendo “Irremediavelmente apaixonada”

Beijo Vermelho

Te olhava com cara de santae morria de vontadede pular no teu colo,arrancar sua blusa,abrir suas calçase beijar suas tatuagens. Me ardia de desejoe fingia que estava fria. Estava longe,estava na luafugindo.Por que na verdadequeria ser sua. Falavamas não escutava. Só ouvia o coração pulsando,o sangue correndo,o corpo esquentandoe uma voz clamando:teu corpo junto aoContinuar lendo “Beijo Vermelho”

Apple Watch – Um relato contracultura hegemônica colonizadora da pós-modernidade

Não, obrigada! Eu não quero contar os meus passos todos os dias e estabelecer mais uma meta, uma competição comigo mesma. Prefiro seguir sentindo meus passos, meus movimentos, meu corpo e minha mente, o sol e o vento batendo em meu rosto, quem sabe a chuva; observando meus semelhantes, atenta ao que se passa naContinuar lendo “Apple Watch – Um relato contracultura hegemônica colonizadora da pós-modernidade”