Dia Internacional da Mulher Revolucionária

Domingo passado foi Dia Internacional da Mulher, o celebrado, porém frequentemente incompreendido, 8 de março. Penso que há muito erramos na forma de comemorar essa data, especialmente desde que estratégias comerciais se apropriaram dela para transformá-la em mais uma ferramenta de marketing. Entre as iniciativas mais desastrosas (ou toscas), em 2018 houve a rede deContinuar lendo “Dia Internacional da Mulher Revolucionária”

Em branco

Foi como ficou a minha mente ao perceber que alguém estava tocando a campainha do meu coração. Talvez você não entenda como isso aconteceu,mas acredito que foi simultâneo entre nós.  Existe uma máxima “pessoa certa,hora errada”, vamos aplicar por enquanto. Não canso de pensar na razão de tudo isso, assim como não quero complicar nossasContinuar lendo “Em branco”

Escritec: Parte 2

Clarice contempla a tela iluminada do Escritec. O único lugar onde ainda consegue preservar algo de si mesma nesse mundo arrasado. Os dedos deslizam a caneta digital em rabiscos que se perdem na pouca luz: — Vamos resistir… — O ar falhou por um segundo. —…juntos. Pela janela empoeirada do bunker, ela observa a neblinaContinuar lendo “Escritec: Parte 2”

Me lembrei de você, mas sem saudade

Acordei de manhã cedo, fui procurar uma música no Spotify. Ouvir Home, do New West. Mas quando coloquei o H apareceu a sugestão de Hotel California. Cliquei. Imediatamente fiquei conectada com o nosso passado. Você adorava essa música e sempre cantava. Já escrevi sobre isso em outro conto. Lembrei do que vivemos juntos, das nossasContinuar lendo “Me lembrei de você, mas sem saudade”

Vai passar – Dançando na Varanda

A você que já teve ou está tendo uma forte crise emocional, senta, me dá a mão, olha nos meus olhos e ouve: vai passar. Eu sei que parece que não vai. Sei que você só quer que a dor pare, vá embora e te deixe em paz, porque é insuportável e você não mereceContinuar lendo “Vai passar – Dançando na Varanda”

Morde e assopra

Diana se deitou no sofá. A casa parecia silenciosa demais. O choro, contido até o momento, desabou silencioso. Ficou ali, por um bom tempo, até a dor no peito diminuir. Pela primeira vez, em anos, havia pensado em si mesma. Tinha iniciado a busca por um espaço próprio longe de interferências alheias. A que preço,Continuar lendo “Morde e assopra”