DUAS FORMAS DE SER

Por: Sônia Souza ÍMPAR Era um naquele instante ímpar procura seu lugar pequeno e cômodo no final do dia Pela manhã se feria no meio dos outros tantos pares E sentia na pele a dor de dividir o que deveria se completar FALTA UM Nas segundas emergia e duvidava até do que dizia(…) Na terçaContinuar lendo “DUAS FORMAS DE SER”

Vida de aconchego

Esperança de um tempo leve Sem rostos escondidos Esperança de poder abraçar sem medo  Uma vida de aconchego Olhar nos olhos e apertar as mãos  De conversar com os conhecidos Ver as crianças aglomeradas A correr e a brincar Saí por aí na correria sem preocupação Esse tempo nos faz sentir saudades Saudades de umaContinuar lendo Vida de aconchego

Enluarei

Sou fases, idas e vindas, ter e deixar ir Sou cheia de sonhos, alegrias, esperanças,  lembranças, abundância Nova de espírito, de possibilidades, de experiências Crescente de esperança,  conhecimento, fé Minguante de tudo que não me realiza, não me faz feliz Minguante, nova, crescente, cheia Não necessariamente nesta ordem Cresço,  sumo, brilho, acredito, apareço e meContinuar lendo “Enluarei”

CORAÇÃO

Eu vejo poesia nas flores da calçada, No desgastado reboco da parede expondo os tijolos em forma de coração. Na textura histórica dos asfaltos, No peso dos passos e na leveza dos sons. No toque do sol me ardendo a pele. Nos inesquecíveis pequenos detalhes. Na presença das cores e na ausência delas eu tambémContinuar lendo “CORAÇÃO”

Loucura

Por: Claudia Nagau Loucura é o lugar temido É ser o que não se quer É pensar onde a sanidade não alcança É viver o que o mundo não deixa Devir de impulsos e desejos Concretizá-los Loucura é oportunidade… Crédito da Imagem: Joana Nagau “Os textos representam a visão dos respectivos autores e não expressam aContinuar lendo “Loucura”

MELANCOLIA

Melancolia, uma harpa ressoa… Esmeralda, ilha da minha saudade. Livre, meu pensamento a ti retorna, Atormentado, lhe abraça, dança e chora. Nos olhos e coração, ondas, ondas… Chove em mim o dia frio e cinza. Outono das folhas secas caídas… Longe de ti, longe do meu próprio ser Inspiro-me em lembranças, canções… Afoga-me, doe-me n’alma.Continuar lendo “MELANCOLIA”

Ode fria ao sofá amarelo

durante um tempotive ciúmes.não de corpos atravessadosou atravancados,ciúmes de um quê de todas as pessoas.dos sorrisos que te roubaramexibindo a nudez de seus dentesirregulares.das voltas que seus pés davame tocavam um solo de redemoinhosbalançado os braçosdo vento que produziaao movimentar o ar,aquele que te tocava inteira,na curva de um tempo de aindas.e rangi os dentesContinuar lendo “Ode fria ao sofá amarelo”