Mora em mimMora em mim um espírito aventureiro. Uma mochileira, um andarilho, uma cigana.Cada um deles ecoa em mim. E gritam sedentos e exigem asas.Cada um deles quer estar em mim e, ao mesmo tempo, no mundo.Mora em mim uma cantora, uma atriz, uma artista.Uma pintora. Que pinta a liberdade.Cada uma delas me pede emoção,Continuar lendo “Mora em mim”
Arquivos do autor:Carol Pessôa
Reforma
Pintar paredesTrocar pisoAzulejosMóveisTirar entulhoComandar tarefasLimpar poeiraRedecorar cômodosTransformar o velho em novoE o novo em seuCom sua caraE sua visãoCada taco, uma históriaE para cada história, uma emoçãoMas para mudar o coraçãoÉ preciso nova trajetóriaA limpeza é da tristezaA reconstrução, é da belezaA troca não é de parede, ou chãoMas dos pilares de renovaçãoA verdadeira reformaRe-formaRe-afirmaOContinuar lendo “Reforma”
Queime
A gente tem que queimarA fatura atrasada, o amor mal vivido, o rancor entalado, o caso mal resolvidoNão tem que queimar a esperança, a sede de mudança, a nova lembrança, o amor de criançaAi, que vontade
Eu
Eu não sou posse Não sou ancoragem Não sou porto Não sou paragem Eu Não sou ternura Nem sou loucura Tampouco ingênua Não sou insegura Eu Não sou bebida fraca Pintura abstrata Medalha de prata Eu ((Sou concreta, sou luz, mulher, voz que não cala))
Paixãozinha
Me apaixonei Isso Me a-pai-xo-nei Começando assim, com pronome na frente, tudo errado. E tudo errado mesmo. Totalmente diferente do que a professora ensinou. Totalmente diferente mesmo. Vou explicar melhor, você não deve estar entendendo nada. É que eu tenho doze anos. Do-ze a-nos Moro com meus pais. Eles são separados. Sepa/rados. Entendeu? Aí vocêContinuar lendo “Paixãozinha”
Capitólio
Senti o ar entrando em meu corpo para me preencher, me rechear. Era diferente do ar do Rio de Janeiro, poluído, sujo, podre. Era puro, natural, renovador. Para quem não sabe, Capitólio é uma das trinta e quatro cidades banhadas pelo Lago de Furnas, cercado por grandes paredões de pedra, que formam piscinas naturais eContinuar lendo “Capitólio”
O vazio que você deixou
É tão estranho quando alguém morre. Um vazio muito grande. Até outro dia minha avó descia as escadas, bem devagar, quando eu chegava na casa da minha tia. Me lembro da sensação estranha quando cheguei novamente na casa após o seu falecimento e ela não estava mais lá. Hoje é meu pai. Não tenho maisContinuar lendo “O vazio que você deixou”
Versos para você
“No dia em que ocê foi embora Eu fiquei sentindo saudades do que não foi Lembrando até do que eu não vivi Pensando em nós dois” *O último pôr do sol, Lenine “Chegou de repente o fim da viagem Agora já não dá mais pra voltar atrás” *Vento de maio, Lô Borges “Meu coração tropicalContinuar lendo “Versos para você”
Carta para meu pai
Meu pai, te vejo todos os dias em um vasto campo verde, iluminado pelo Sol, caminhando sorridente e tranquilo com uma bata e calça branca. Que nem nas novelas espíritas. Imagino você feliz e leve, muito mais do que conseguiu ao longo da vida. E você podendo ajudar ao próximo e exercendo o bem. TeContinuar lendo “Carta para meu pai”
Aprendi na terapia (e na vida)
Posicionamentos Nossos posicionamentos nos cobram preços. Podemos perder oportunidades, espaços, dinheiro, e até mesmo pessoas. Podemos passar dias chorando ou com raiva. Mas acredito que não vale a pena sacrificar o que pensamos e sentimos, passar por cima das nossas próprias emoções e convicções, nosso amor próprio, nosso direito de opinar e nos expressar, porContinuar lendo “Aprendi na terapia (e na vida)”
