eu sou assim mesmo demoro para levantar depois de certos tombos enquanto de outros, caio de um pé e com outro já tô com o corpo erguido de novo saudade de brilhar só porque sabia que você me desejava. Às vezes é no amor do outro que o nosso amor-próprio se apoia Embora a genteContinuar lendo “Perda de tempo”
Arquivos da tag:amor
Paixãozinha
Me apaixonei Isso Me a-pai-xo-nei Começando assim, com pronome na frente, tudo errado. E tudo errado mesmo. Totalmente diferente do que a professora ensinou. Totalmente diferente mesmo. Vou explicar melhor, você não deve estar entendendo nada. É que eu tenho doze anos. Do-ze a-nos Moro com meus pais. Eles são separados. Sepa/rados. Entendeu? Aí vocêContinuar lendo “Paixãozinha”
Brincadeira
Joguei seu jogo, vi graça em aceitar seus termos, até gostei de dançar no seu ritmo TUDO O QUE O SENHOR MANDAR, FAREMOS TODOS O que está em aberto agora é se você vai querer participar da minha brincadeira Porque ela é concreta Ao contrário da nossa Que ia chamar de sua Mas que corrigiContinuar lendo “Brincadeira”
Errático
Tira os óculos Quero ver bem dentro do seu olho Me diz o que você quer de mim Eis aqui
Nada plus
Mereço mais do que o que você tem para me dar Embora o que você me ofereça Eu ainda reconheça É mais do que o nada que agora eu tenho Um nada plus era o que você tinha para me ofertar Mas até que eu aprendi a gostar Às vezes só o que a genteContinuar lendo “Nada plus”
Chacal
Juntei poemas para te mandar Quando? Não saberemos Se nunca mais devíamos nos falar Nunca é muito tempo
ixu
Dói quando dizem que não foi nada. Para mim, foi algo. Até muito. Depois de tanto tempo… Agora, que voltei para o nada Onde tenho estado há tanto Uso o disponível para preencher o vazio Para desapegar desse nada travestido de alguma coisa que era você
Chamado
Caminha comigo Vou te contar Tudo o que aconteceu Nesses anos todos Caminha comigo Me conta também Tudo o que você viveu E eu não vi Me diz que você mudou Sabe, tocou no meu telefone um número parecido com o que era seu Era golpe
Só para você
Engoli a teiae caminhei com as aranhas no bolsosem fazer alarde. Te chamo pra contar meu pesadelo,sobre os limites do corpoe do mundo: choveu demais aqui e há uns timbres em minha vozque só pra você posso cantar, sopram você (sabiá,sabe lá). O que mais da história seguelogo logo se apagará dos livros.
Valete
Saudades de você, meu valete Saudades de ter a sua atenção só para mim De acreditar que podia por um instante, quem sabe, dar certo Seu português impecável Seu bom gosto Um homem que vai ao teatro, gente Uma pessoa que ouve Chico Buarque Que vai a museus Quanta raridade Mas você não era paraContinuar lendo “Valete”
