Engoli a teiae caminhei com as aranhas no bolsosem fazer alarde. Te chamo pra contar meu pesadelo,sobre os limites do corpoe do mundo: choveu demais aqui e há uns timbres em minha vozque só pra você posso cantar, sopram você (sabiá,sabe lá). O que mais da história seguelogo logo se apagará dos livros.
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terremoto
Algo do que sou me desmorona. Isto não é um delírio,sequer um devaneio inteiro. Meus cílios pesados de escombros,ruínas arruinadas da mente. Publicado in: Exoterra (2005, ed Urutau).
Hídrica Onírica
Sonhei que eu bebia muita água,muita água, muita água mesmo, que éramos amigose você até conhecia meus pais,até conhecia minha casa,entrava por um portão de ferro azul escuroque não era tão azul escuro,nem assim tão de ferro,e muito menosminha casa, mas no fundo eu sabia que era porque ali estávamos seguros,porque eu te dava umContinuar lendo “Hídrica Onírica”
