Des(encanto)

Já perdera de longea contagem dos dias ServirAgradarAtenderAnular De onde vinham todas aquelas cobranças? Por mais que fizessese esforçassedesviasse a atençãoLá estavam elasListadasPontualmenteA sufocar Sempre tem alguém para mandarE na roda o mandado Como uma continuação nada efêmera daquele rigor travestido de bom Mas hoje não Na balançaum minuto de reconhecimentoseguido de horas de insuficiênciaContinuar lendo “Des(encanto)”

Cicatrizes

Cicatrizes O sopro dos dias sussurra no meu rostoNem menina, nem mulherComo se escreve um corpoUm tropeço?Um enganoFoi-se o PertencimentoO eu refletido no véu do nãoLâmina afiadaTão cruaCicatriz fina e friaEm meu rosto estampadoA velhice de minha mãe.Incógnita profusaDolorida de ser consentidaMarcando a peleFeito ferro quente Crédito da imagem:  Foto por Alexander Krivitskiy em Pexels.com “OsContinuar lendo “Cicatrizes”

Solta

Solta os medos As limitações As angústias Tudo o que te prende Solta o peso A sensação de impotência e de não merecimento Solta o grito a respiração contida, o confinamento Solta as ideias, as emoções A gentileza, os afetos Solta o amor E OLHE PARA A FRENTE E ande mais leve Sinta o solContinuar lendo “Solta”

Banquete aos vermes.

Banquete aos vermes Banquete aos vermes A irregularidadeDa ordem dos diasé cada átomo gritando(Des) acelerar!!!Tempo urgebrada as horas irreversíveispêndulo imperfeitoranhuras insistentes e obrigatórias,comemoradas ano a anoPor quê?o entregar seu respirar ao desconhecido?aplaudir a dor dos dias contados?Acelerarcomer a vida com as mãosSem etiquetaSem permissãosó então……aos vermes mal passado. Crédito da imagem:  Pexels.com “Os textos representam aContinuar lendo “Banquete aos vermes.”

MÃE, ME OUVES

( Jovina Benigno) Mamã, quero te dizer palavras inauditas. presentes. alqueires tua  presença nas noites em que vago sem ti. te amo, mãe! eu  te dizia. Hoje, incompleta pela tua ausência total te enxergo . declaro meu amor seguro  teu rosto em minhas mãos vazias. é exato que te amo. Escrevo no bronze teu verbeteContinuar lendo MÃE, ME OUVES

LAMENTO / ENTENDIMENTO

Eu não sei porqueas lágrimas acompanhammeus escritos…Porque elas caem tão facilmenteao som do piano tristeque todos julgam soar tão alegre.Eu juro que não entendoporque a poesia vem semprede mãos dadas com esse vazioe essa tristeza que preenchem os pensamentos, os sonhos, as noites,madrugadas… E os dias, e os anosa esbranquiçar meus cabelos,enrugar meu sorriso.Eu juro,Continuar lendo “LAMENTO / ENTENDIMENTO”