Eu não sou posse Não sou ancoragem Não sou porto Não sou paragem Eu Não sou ternura Nem sou loucura Tampouco ingênua Não sou insegura Eu Não sou bebida fraca Pintura abstrata Medalha de prata Eu ((Sou concreta, sou luz, mulher, voz que não cala))
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O tom da chuva
O céu empurrou o sol para trás das nuvens carregadas. Imagino um lugar em que eu não precise ser outra coisa, a não ser exatamente quem sou. Um espaço completamente meu. Este lugar existe. É aqui, em frente à janela, essa fronteira entre dois universos: o lado de dentro e o lado de fora. JanelasContinuar lendo “O tom da chuva”
Vamos?
Sair por aí e fazer o que temos vontade Dar os mergulhos que estamos devendo Ir na cachoeira lavar a alma Limpar a aura Pegar aquele voo Despachar aquela mala Conhecer aquela cidade Andar por aquelas ruas Sonhar com a cabeça em outros travesseiros Ou viver o sonho, sem parar para dormir… Conhecer gente novaContinuar lendo “Vamos?”
Perda de tempo
eu sou assim mesmo demoro para levantar depois de certos tombos enquanto de outros, caio de um pé e com outro já tô com o corpo erguido de novo saudade de brilhar só porque sabia que você me desejava. Às vezes é no amor do outro que o nosso amor-próprio se apoia Embora a genteContinuar lendo “Perda de tempo”
Paixãozinha
Me apaixonei Isso Me a-pai-xo-nei Começando assim, com pronome na frente, tudo errado. E tudo errado mesmo. Totalmente diferente do que a professora ensinou. Totalmente diferente mesmo. Vou explicar melhor, você não deve estar entendendo nada. É que eu tenho doze anos. Do-ze a-nos Moro com meus pais. Eles são separados. Sepa/rados. Entendeu? Aí vocêContinuar lendo “Paixãozinha”
Brincadeira
Joguei seu jogo, vi graça em aceitar seus termos, até gostei de dançar no seu ritmo TUDO O QUE O SENHOR MANDAR, FAREMOS TODOS O que está em aberto agora é se você vai querer participar da minha brincadeira Porque ela é concreta Ao contrário da nossa Que ia chamar de sua Mas que corrigiContinuar lendo “Brincadeira”
Errático
Tira os óculos Quero ver bem dentro do seu olho Me diz o que você quer de mim Eis aqui
Estômago
Elabora, elabora Mastigaaaaaaa Deglute Fica com aquela sensação de nó na garganta Um tempo Depois, estômago inchado Como de quem comeu muito Ou comeu mal Aí ou põe para fora Ou digere Lentamente Faz a digestão do que você descobriu Tal qual uma jiboia que comeu um boi Um bezerro Uma cabra Tal qual vocêContinuar lendo “Estômago”
Gerações
minha bisa: 4 filhosminha avó: 3 filhosminha mãe: 1 filhaeu: 1 Alexa
ixu
Dói quando dizem que não foi nada. Para mim, foi algo. Até muito. Depois de tanto tempo… Agora, que voltei para o nada Onde tenho estado há tanto Uso o disponível para preencher o vazio Para desapegar desse nada travestido de alguma coisa que era você
