Uma palavra para chamar de minha

Por: Elaine Resende Assisti esses dias a um trecho do filme Comer, rezar, amar, exatamente no ponto em que perguntam à escritora qual é a sua palavra. Ela responde de pronto: escritora. Ao que retrucam: isso é o que você faz, não quem você é. Mudei de canal 5 minutos depois, ou talvez 30, porqueContinuar lendo “Uma palavra para chamar de minha”

Instagram, Lord Byron, Ada Lovelace e as coincidências divertidas da vida

Alguém há de comentar laconicamente que tudo ficou mais tedioso depois do smartphone. Um pouco, tenho que concordar! Para contar uma boa história muitos elementos são necessários. Precisa ter bons personagens, enredo cativante, as primeiras linhas devem entreter seu leitor para que ele não vá embora. Às vezes eu vou! E faço isso também emContinuar lendo “Instagram, Lord Byron, Ada Lovelace e as coincidências divertidas da vida”

CÍRCULO DE FOGO

A gente saiu da missa após Gabriel cantar que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”. Essa nunca foi minha parte preferida. Sempre gostei mais quando Renato Russo entoava “o amor é fogo que arde sem se ver.” Um contentamento descontente é melhor que só dor. Era assim aquele grupo para mim,Continuar lendo “CÍRCULO DE FOGO”

SALVE A LUA MULHER!

Essa semana fomos brindados por uma lua cheia cinematográfica. Senti vontade de ir para a rua, montar o tripé e colocar a câmera em longa exposição, capturando um beijo de um casal apaixonado com aquela belezura redonda e rosada ao fundo. Vários filmes me vieram à cabeça, o tempo todo somos expostos mais que cofrinhoContinuar lendo “SALVE A LUA MULHER!”

CONSTRUAM UM FOGUETE, MENINOS!

As crianças faziam barulho, correndo pela grama ainda úmida da garoa matinal. O cachorro corria e latia, pulava em suas pernas curtas, tentando alcançar as bolas de sabão, que pintavam aquele dia de multitons. A cada vez que o sol passeava por uma delas, um arco-íris parecia saltar para o nosso jardim. E então euContinuar lendo “CONSTRUAM UM FOGUETE, MENINOS!”

AMARELO

Na chama que consome o cigarro, o tempo passa e as desditosas páginas se amontoam. Uma pilha de cacos desconexos do meu ser. O que está ali sobre a mesa sou eu em forma de prosa. Prosaica. Sorrio amarelo no espelho para a figura esquálida que me olha assustada. Há tempos não nos vemos. Impressiona-seContinuar lendo “AMARELO”