Às vezes acho a vida inacreditável.SÓ ISSO! Achei que meu destino era partir cedo, sair da terra como ninguém.Mais uma perda, que triste, tão jovem…Foi um pensamento louco, num ano de mudanças profundas. Vi acontecer com pessoas próximas, vi partir quem tinha mais a oferecer que eu. EU SÓ TINHA SONHOS. Dava tempo de realizar?Continuar lendo “Face a face comigo”
Arquivos do autor:Elaine Resende
O sonho da cobertura
Sonhei que morava em um apartamento de cobertura. Mais de duzentos metros quadrados apenas de sala, a varanda – um deck de madeira tão grande quanto a sala, com vista para o Morro do Corcovado – um espetáculo à parte. Tinha ainda um auditório para grandes eventos. Eu sonho grande! Falo com uma pessoa queContinuar lendo “O sonho da cobertura”
Cotidiano
Comida vistosa Desce gostosa Gordura e açúcar Sacia o desejo Preenche a falta Do fresco alimento Leite da lata é melhor Diz o doutor Mãe em pó Amor com dosador Canetas fugiram das mochilas Refúgio certo na cintura Agradece a indústria alimenta, engorda, depois diz-se feia Cria o problema Para vender solução Comida amarga GorduraContinuar lendo “Cotidiano”
Dia Internacional da Mulher Revolucionária
Domingo passado foi Dia Internacional da Mulher, o celebrado, porém frequentemente incompreendido, 8 de março. Penso que há muito erramos na forma de comemorar essa data, especialmente desde que estratégias comerciais se apropriaram dela para transformá-la em mais uma ferramenta de marketing. Entre as iniciativas mais desastrosas (ou toscas), em 2018 houve a rede deContinuar lendo “Dia Internacional da Mulher Revolucionária”
Por que você escreve?
Semana passada fui convidada a responder uma pergunta que eu julgava saber a resposta. “Por que você escreve?” Não tive palavras na hora. Para me ajudar a responder, pedi ajuda às sábias escritoras que vieram antes de mim. Cecília Meireles me disse em versos: “Eu canto porque o instante existee a minha vida está completa.NãoContinuar lendo “Por que você escreve?”
A mulher e o castelo
Naquele castelo do alto, naquela casa fria sem vida, vivia uma mulher seiva. Seus galhos se espalhavam como gavinhas pelo castelo. Apesar de alimentar a todos, ela mesma não se nutria. Certo dia de sol aberto, pleno, expandiu-se para fora desse lugar frio. Sob aquele sol poderoso, a mulher seiva se banhou. Alimentou-se a siContinuar lendo “A mulher e o castelo”
Cordel para Arial 14
Todo mundo tem alguma Coisa pra se preocupar. Um olho que tremilica. Uma pereba pra cuidar. Uma perna que chacoalha E que nada faz parar. Tem gente que tem coisa, Que a gente nem vê de perto Ziquizira e Urucubaca Moléstia de nome incerto Só benzedeira cura Ao rezar o verso certo E tem outrasContinuar lendo “Cordel para Arial 14”
Hoje é dia de Rock, bebê!
Havia um tempo que Mirella se sentia mal. Dor nas costas, nos joelhos, nos cotovelos, na planta do pé, na raiz da vida. Uma árvore na floresta urbana sendo carcomida pelos cupins. Exagero! Mirella era uma boa vida, classe média burguesinha, burguesinha, burguesinha… só no filé. Se vestia com as marcas da moda e nemContinuar lendo “Hoje é dia de Rock, bebê!”
Trinitas
Perto, longe, dentro e fora Por Sônia Souza As portas fechadas e a pintura perfeita indicam que tudo vai bem. ELA está ali, exatamente onde a colocaram, onde outros pudessem ver, cumprindo sua função – na Terra e no Céu.Por dentro, muitas sombras e súplicas, anseios, esperanças, desilusãouma energia caótica contida pelas paredes brancas eContinuar lendo “Trinitas”
Justiça seja feita
Certo, entendi o ocorrido finalmente. Não que eu estivesse em busca de entender coisa alguma, queria mesmo era me ver livre do problema, mas a dúvida não me deixava dormir em paz. Seis meses antes dessa tarde de inverno – alegre demais para o frio que fazia, ensolarada demais para o humor cinza dos presentesContinuar lendo “Justiça seja feita”
