“Elaine desafinou de novo.” Muitos risos. Recomeçaram a música mais uma vez (de muitas) e Elaine não encontrou o tom. – A culpa é dessa música, não consigo cantar tão agudo. Baixa um tom. – Agora tá grave demais, não consigo cantar tão grave. “É criança, quando crescer a voz firma.” Seus tios violeiros continuaramContinuar lendo “Desafino”
Arquivos do autor:Elaine Resende
Prazer, Elaine!
Encerrei mais uma aula de fim de semana inteiro. Experimentei estar novamente com um grupo de colegas de profissão, discutindo a aplicação dos nossos conhecimentos. Alguns colegas muito jovens, professores muitas vezes mais jovens que eu. Tudo muito dinâmico, muito intenso, muito. A aula anterior tinha deixado uma marca dolorida na pele, um hematoma deContinuar lendo “Prazer, Elaine!”
Sobre livros e números
Li um texto que me trouxe um misto de inquietação, “aceita que dói menos” e que atiçou um bicho dormente que mora em mim. A querida amiga Aline Valek, escritora que admiro sem fim, tem uma newsletter chamada Uma Palavra e publicou em 29 de junho de 2024 o texto Neurose com Números. Quando AlineContinuar lendo “Sobre livros e números”
Uma Medalha e um Picolé
Maio é mês das mães, das noivas, da coroação de Nossa Senhora, e tambémmeu aniversário. Desde pequena adoro celebrar o dia, receber as pessoas,abraços, beijos, carinho e presentes. Bolo (que eu prefiro comer no diaseguinte, não conta pra ninguém!), docinho, salgadinhos, pipoca… tudo que me remete a aquele lugar na infância.Maio é um mês frescoContinuar lendo “Uma Medalha e um Picolé”
Despedidas Breves
Minha amiga vai se aposentar. É uma amiga de trabalho, uma nova amiga, recente na convivência que nem mesmo diária é, afinal, somos empregadas em uma empresa moderna, com direito a trabalho remoto e tudo mais. Ela decidiu se aposentar depois de um longo período pensando a respeito. É uma artista, com lindas pinturas, numaContinuar lendo “Despedidas Breves”
Não sei nada sobre isso
Quero engolir a palavra Mas ela, danada foge ligeira de mim Salta entre os dentes Da ponta da língua Para ouvidos desprevenidos Imprudente! Não sei nada sobre isso! Palavra que lasca a pele Faz verter sangue, riso e suor É ágil, crossfiteira Corre para chegar mais longe Não quer saber de gentilezas Não dá molezaContinuar lendo “Não sei nada sobre isso”
Lista de fim de ano
Muitos textos dessa época começam com a mesma frase: então é Natal, o que você fez? E de repente, chuá, deságua sobre você um delicioso sentimento de culpa de não ter cumprido a famigerada lista de fim de ano. Existe até um meme em que a pessoa corta todos os zeros que teria a maisContinuar lendo “Lista de fim de ano”
Salve, Mulher
Salve, Mulher Rainha de onde quiser Vida de corres, no amor ou no ódio No ponto de ônibus Na fila da van Esperando o uber Salve É por você que choram Bocas famintas em casa Para você suplicam o peito, o carinho, a cama na hora do sono Nos conte uma história, faça um cafuné,Continuar lendo “Salve, Mulher”
Carta a minha filha
Maya Angelou, tradução Celina Portocarrero; prefácio Conceição Evaristo – 2ed. – Rio de Janeiro: Agir, 2019. Um livro com as narrativas de memórias especiais da autora, lições que aprendeu e deseja compartilhar, ora divertidas, ora dolorosas. Maya Angelou foi ativista pelos direitos civis dos afro-americanos, professora, poeta, escritora, cantora, entre tantos outros lugares que ocupouContinuar lendo “Carta a minha filha”
Nozinho
Céu azul De brigadeiro nada! De menina-moça Que chacoalha as tranças e balança a roupa, a saia, a roda O vestido dança O balão na mão Que também se encanta Com o vento que toca Que faz som de andança De esperança De ir mais longe E voar sem trança Sem tranca Pelo céu azulContinuar lendo “Nozinho”
