CIGANA

Por: Katja Mota Tudo começou quando não encontrou o sapato habitual no meio do caminho ao chegar em casa. Estranhou, mas não deu tanta importância, enfim, estava cansado, talvez um pouco entorpecido pelo álcool do happy-hour, o fato foi logo esquecido junto com o relaxamento de um banho quente.           Os dias passaram normalmente, seContinuar lendo “CIGANA”

Ode fria ao sofá amarelo

durante um tempotive ciúmes.não de corpos atravessadosou atravancados,ciúmes de um quê de todas as pessoas.dos sorrisos que te roubaramexibindo a nudez de seus dentesirregulares.das voltas que seus pés davame tocavam um solo de redemoinhosbalançado os braçosdo vento que produziaao movimentar o ar,aquele que te tocava inteira,na curva de um tempo de aindas.e rangi os dentesContinuar lendo “Ode fria ao sofá amarelo”

SEM NOME

Macerava a folha amarga entre dentes. Amarga de uma mágoa morna, sem grandes arroubos, só uma saudade persistente, afinal já era tempo. Absorvia a seiva fresca que lhe escorria pela garganta, mas sem conter o arrepio que o sabor provocava. Ah o arrepio e seus pelos eriçados! Beijo na boca, hálito na nuca… Também eraContinuar lendo “SEM NOME”