SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.

Arranquei as páginas do diário
Pequenas e frágeis
Momentos livres
Eximidos dos seus próprios pesos

Arranquei as notas frágeis
De uma canção antiga
O silêncio dolorido
Suavizando o compasso

Agora há abismo em suas páginas
Um dia inexistente
Amanhecido e anoitecido em segundos

Folhas sem pautas
Pequenos pedaços da mudez
Contidas na cadência do soneto.


Crédito da imagem: Foto por Alina Vilchenko em Pexels.com

Os textos representam a visão das respectivas autoras e não expressam a opinião do Sabático Literário.”

Publicado por Katja Mota

Não fui eu, foi o meu eu lírico.

2 comentários em “SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.

  1. Oi, Katja, parabéns! Escrever sobre não conseguir escrever não é fácil. Você descreveu o branco do papel, a palavra morta pela sua não utilização, as faltas de fôlego que às nós escritores e poetas, temos.. Obrigada!

    Curtido por 1 pessoa

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