Desaniversário

Não seja forte.Não resolva tudo sozinha.Não seja a super amiga.Não seja a boazinha. Assim você se torna invisível. Não seja muito disponível.Nem dê tanta atenção.Quando for a sua vez,Quando apertar seu coração,Ninguém estará disponível. Quando era pra ter festa,Veio a solidão.Quando era pra ser simVeio um grande não. Quando você recebeO abraço do desconhecidoÉ queContinuar lendo “Desaniversário”

Dia dos namorados

Eram 280 km. Pegou o primeiro ônibus com passagem disponível. Tinha apenas 12 horas disponíveis até o horário do trabalho, e levava 5h de trajeto cada perna para chegar na cidade dele. Parecia insanidade. E talvez fosse um pouco. Mas depois daquela mensagem em pleno 12 de junho, não havia outra atitude a ser tomada.Continuar lendo “Dia dos namorados”

As 7 fases do luto de amor

Tem emoções que todo mundo sente, mas ninguém sabe explicar. Algumas situações da vida, quando acontecem, a gente sabe como agir. Pode ser puro instinto ou a repetição de padrões que aprendemos ao longo da vida. O que fazer quando o amor acaba é uma delas. Até vemos em filmes e novelas algumas cenas, masContinuar lendo “As 7 fases do luto de amor”

Para você

Perguntei a você se poderia te escrever um texto. Em outros tempos, escreveria e ponto. Tenho estado mais tímida para essas coisas do coração. Tenho tentado ser precavida, me proteger. Mas é difícil, porque contraria minha essência ligeiramente perigosa. Fiquei então gestando as palavras em meu ventre-poeta. E senti medo do que poderia nascer. EscreverContinuar lendo “Para você”

Café para Dois

Sentada,olho ao longe pela janela.O cheiro de café invade —é um misto de forçae conforto. Alguém se aproxima…— Já quer pedir?Me viroe encontro um sorriso simpático.Prontamente respondo:Claro!Café para dois, por favor. A moça olha o lugar vazio à minha frente…Estou ali há mais de quinze minutos… Como quem duvida do que ouviu,ela confirma:— Para dois?Sim,Continuar lendo “Café para Dois”

Franco-brasileiro

As crianças na escola ao lado ensaiam a quadrilha.Não as vejo. Mas sei que estão lá. Pelo som.É quase junho.Não sei se faz sol ou chove.Minha confusão mental.A velocidade vertiginosa das exigências corporativas.Neste apartamento, o toque do Teams.Na escola, Gilberto Gil, Andar com Fé, gritos, palmasO comando da professora ao microfone“Ummmmmmmm”. As crianças entendem oContinuar lendo “Franco-brasileiro”

Deixe a correnteza levar

O sol empurrou para longe o aguaceiro do dia anterior. Mas eu sabia: aquele céu limpo era só um intervalo. Chuva de verão sempre volta. Enquanto me arrumava para levar a filha ao colégio, vesti o meu uniforme de carioca despreocupada: short jeans, blusa sem mangas e chinelos de dedos. A sombrinha dobrável foi umContinuar lendo “Deixe a correnteza levar”