Erros acertos

Quero escrever tudo errado.Ser hoje dadaísta. E amanhã também. Para horror dos que me olham do alto Achando que eu não sei Quando, na verdade, não me importo Já que tamanho cuidado é mero disfarce de exercício de poder vazio. Improdutivo. Elitista. Segregador. Velho. Já escrevia em 1925 (!), Oswald de Andrade: PronominaisDê-me um cigarroDizContinuar lendo “Erros acertos”

Atrás da Porta

Oito horas da noite em ponto. Toca a campainha do meu apartamento: 304. Meu coração bate acelerado. Sei que é você.Corro até a porta e vejo seu rosto pelo olho mágico. Inquieto e curioso, parece olhar para mim do lado de dentro.Recuo assustada.Uma mistura de sensações toma conta de mim no que parece ser umaContinuar lendo “Atrás da Porta”

Pântano

Um pântano viscoso permeado de armadilhas em espiral, que rodopiam incessantemente. Dança traiçoeira seduz e sorrateiramente envolve com seus ágeis tentáculos, até que seja impossível escapar desse embalo perturbador. Lá o sol aparece de forma tímida, somente quando é insistentemente invocado. E sua aparição efêmera praticamente não interfere na composição daquele estado. As bússolas nãoContinuar lendo “Pântano”

AMOR DE CARNAVAL

“Amor de carnaval desaparece na fumaça, saudade é coisa que dá e passa… “A marchinha de carnaval diz assim, mas eu conheci um rápido amor de carnaval que deixou uma saudade pra sempre.Paul era o seu nome. Americano, turista, mal falando o Português e conseguindo se comunicar melhor em Espanhol.Eu, recém saída da adolescência, exibindoContinuar lendo “AMOR DE CARNAVAL”

Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!

Neste ano, o Dia Internacional da Mulher me trouxe um sentimento incômodo que ainda não consegui nominar com precisão (sentimentos são precisos?). Talvez até o final deste texto que ora inicio, eu encontre um punhado de palavras que façam jus ao que vem me habitando nesses dias. Estou ficando velha. O algoritmo da rede socialContinuar lendo “Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!”

Um café, um encontro

Um café, um encontro…Gosto de conversas com pausasSilêncios compartilhadosPalavras em teiaSentimentos à mesa…Gosto da escuta interessadaDepuradaDegustadaDe quando se oferece a alma…Gosto da palavra com entregaDo sabor do que se revelaDo pouco, aos poucosDe integrar a descoberta…Gosto daquilo que se demoraDe sorver o instanteE tecer a históriaGosto do gosto do aqui e agora