Neste ano, o Dia Internacional da Mulher me trouxe um sentimento incômodo que ainda não consegui nominar com precisão (sentimentos são precisos?). Talvez até o final deste texto que ora inicio, eu encontre um punhado de palavras que façam jus ao que vem me habitando nesses dias. Estou ficando velha. O algoritmo da rede socialContinuar lendo “Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!”
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Um café, um encontro
Um café, um encontro…Gosto de conversas com pausasSilêncios compartilhadosPalavras em teiaSentimentos à mesa…Gosto da escuta interessadaDepuradaDegustadaDe quando se oferece a alma…Gosto da palavra com entregaDo sabor do que se revelaDo pouco, aos poucosDe integrar a descoberta…Gosto daquilo que se demoraDe sorver o instanteE tecer a históriaGosto do gosto do aqui e agora
Trinitas
Perto, longe, dentro e fora Por Sônia Souza As portas fechadas e a pintura perfeita indicam que tudo vai bem. ELA está ali, exatamente onde a colocaram, onde outros pudessem ver, cumprindo sua função – na Terra e no Céu.Por dentro, muitas sombras e súplicas, anseios, esperanças, desilusãouma energia caótica contida pelas paredes brancas eContinuar lendo “Trinitas”
Composição
Não sei compor, meu bemNão sei tocar violãoNão conheço partituraE nem mesmo poesiaNão domino a tal métricaNem tão pouco melodiaMas estou de coraçãoAqui cantando em livres versosQue enfrentei dorDa falta de amorDa falta de amorPouco depois te conheçoNuma feira de ruaE não me esqueçoLogo quis te dar um beijoLogo quis te dar um beijoHoje canto,Continuar lendo “Composição”
A Substância
Fui ao cinema acompanhando minha caçula de 18 anos em mais uma escolha dela pelo gênero de terror. Confesso que não é meu estilo de filme preferido. Mas saí no meu domingo à tarde aberta a provar essa experiência. E sim, foi uma experiência!Sempre que vejo obras (livros ou filmes) capitaneados por mulheres e, maisainda,Continuar lendo “A Substância”
Recondução
Por anos, escrevi sob meu nome verdadeiro mesmo tendo um pseudônimo que me deixasse a vontade. Hoje, sinto o chamado da escrita me inundando depois de um tempo sem conseguir escrever. A partir de hoje, quem escreve e escreverá, será Gaia. A força e chama que compõe o meu ser literário. Passei por períodos deContinuar lendo “Recondução”
Serenata de amor
Ontem o motorista do uber me disse, durante o caminho, que sua mãe o subornava com serenatas de amor quando ele era criança. E me lembrei que minha irmã guardava embalagens do bombom na sua agenda. Devia ser de alguém especial, até hoje não sei. O mistério parece mais interessante. E do serenata de amorContinuar lendo “Serenata de amor”
Microcrônicas de capital #8
Fui resgatar o cachorro da vala. Ele estava machucado e com medo, foi agressivo quando o peguei. Me mordeu, doeu. Mesmo quando percebeu que eu o tirava de lá ele rosnava: tinha uma pata quebrada e eu o machucava sem eu saber. Nunca sei quando minha boa intenção está tocando na ferida de alguém.
Com que maternidade você sonha?
O solo está contaminado. As águas estão contaminadas, os rios estão mortos. O ar está contaminado. Não há mais tempo. Você precisa dormir oito horas e, pela manhã, corre contra o tempo espremido entre despertar, cuidar da higiene, do café da manhã e do deslocamento para o trabalho. Lá, fica por nove horas e, exaustaContinuar lendo “Com que maternidade você sonha?”
O poeta triste
Carrega lágrimas contidasQue jorra em versosPequenas notas de uma lida tristeQue persiste, arrasta-seEscreve para colocar pra foraVomitar sua dorExpressar o amorOu a sua revoltaEsse poeta que insisteEm transformar vida em poemaQue canta em suas vozesSeu próprio arrebate existênciaQue coloca em outrosSeus próprios temoresQue é um eu tímidoMas que não se cala Poema do livro “MeuContinuar lendo “O poeta triste”
