Mãe, vamos ali ver os macacos? Perguntou o mais velho. – Não filho, hoje o zoológico está fechado. Vamos só comprar a pipoca. – Ele é um criminoso? Perguntou o mais novo. – Não, bocó! Ele está preso porque é um animal! Atravessou o irmão. – É por ele estar preso que você acha queContinuar lendo “Microcrônicas de capital #7”
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Reencontro
As vozes ecoam em uníssonoHarmoniosas e melódicasA cantiga não é daquiÉ de antes de mim, de nós Elas se dão as mãosE a energia que vem delas me preencheVibra em cada pelo eriçado do meu corpoAs saias coloridas dançam no ritmo da brisa frescae me convidam para nunca mais deixar de ser parte Meus olhosContinuar lendo “Reencontro”
Meu Canto
Meu canto Meu canto é (des) encantoÉ samba de despedida,dor de partidaMeu canto é um lamento,Santo Meu cantoÉ lágrima que caiTristeza que se esvaiÉ diásporaSangue Meu cantoÉ meu corpo em versosÉ luto e lutaResistência e persistênciaÉ mulher em essência Meu cantoÉ música cheia de mágoaUm choroUm coroUm pranto Meu cantoTem gosto de saudadeE entoo comContinuar lendo “Meu Canto”
Preferido
A solitude é minha amiga de anos, nós nos damos bem e a vida segue nesse ritmo. Começando um novo ciclo, aconteceu algo que meu coração já estava desacostumado, uma nova paixão. E dessa vez, mútua. Minha linguagem do amor se classifica em palavras de afirmação, toque físico e presentes. Ainda não havia encontrado umContinuar lendo “Preferido”
Mães no Poder
Cheguei no evento em cima da hora. A dificuldade em conseguir um táxi na hora mais movimentada da manhã fez com que eu não chegasse com a antecedência que eu queria. Apesar de estar um pouco preocupada com o horário, estava feliz em contemplar as paisagens daquela cidade cheia de significado para mim e naContinuar lendo “Mães no Poder”
Literatura da revanche
Cuidado comigo. Porque eu não ando só. O bloco de notas do celular está aí para isso mesmo e cada gatilho eu transformo em ideia. Minha literatura é da revanche. Meu contragolpe é na forma de letras. Mexe comigo para você ver só. Te transformo em personagem e na digitação rápida do teclado você vaiContinuar lendo “Literatura da revanche”
Microcrônicas de capital #6
Como eram muitas pessoas para receber marmitas já descemos os três do carro, um pegou os agasalhos para distribuir. Juliana me mandou olhar para trás: vinham policiais. Pior: polícia montada! Ai, meu Deus! Vão jogar os cavalos sobre as barracas, se não jogarem sobre as pessoas! – Quem é a pessoa responsável pela distribuição? UmaContinuar lendo “Microcrônicas de capital #6”
Pé e mão
Garganta ruim. Acordei tarde e rouca. Arli veio fazer minha unha… Disse que eu estava com voz de quem acabou de acordar. Eram 11h30 da manhã. Com um pouco de vergonha, mas também com raiva da impertinência da pergunta, respondi nem que “sim” nem que “não”: “Estou com uma gripe daquelas”.Mal sabe Arli, mas talvezContinuar lendo “Pé e mão”
Despedidas Breves
Minha amiga vai se aposentar. É uma amiga de trabalho, uma nova amiga, recente na convivência que nem mesmo diária é, afinal, somos empregadas em uma empresa moderna, com direito a trabalho remoto e tudo mais. Ela decidiu se aposentar depois de um longo período pensando a respeito. É uma artista, com lindas pinturas, numaContinuar lendo “Despedidas Breves”
Carnavrau
Terça-feira de carnaval. Saí de casa no horário do almoço do porteiro porque não queria ver nenhum rosto conhecido. O vizinho sentado na portaria atrapalha meus planos. Há fila no mercado que fica em frente à praça onde o bloco toca marchinhas de carnaval. Cruzo com os foliões. Só esse samba enredo já deve terContinuar lendo “Carnavrau”
