Trinitas

Perto, longe, dentro e fora Por Sônia Souza As portas fechadas e a pintura perfeita indicam que tudo vai bem. ELA está ali, exatamente onde a colocaram, onde outros pudessem ver, cumprindo sua função – na Terra e no Céu.Por dentro, muitas sombras e súplicas, anseios, esperanças, desilusãouma energia caótica contida pelas paredes brancas eContinuar lendo “Trinitas”

Composição

Não sei compor, meu bemNão sei tocar violãoNão conheço partituraE nem mesmo poesiaNão domino a tal métricaNem tão pouco melodiaMas estou de coraçãoAqui cantando em livres versosQue enfrentei dorDa falta de amorDa falta de amorPouco depois te conheçoNuma feira de ruaE não me esqueçoLogo quis te dar um beijoLogo quis te dar um beijoHoje canto,Continuar lendo “Composição”

A Substância

Fui ao cinema acompanhando minha caçula de 18 anos em mais uma escolha dela pelo gênero de terror. Confesso que não é meu estilo de filme preferido. Mas saí no meu domingo à tarde aberta a provar essa experiência. E sim, foi uma experiência!Sempre que vejo obras (livros ou filmes) capitaneados por mulheres e, maisainda,Continuar lendo “A Substância”

Com que maternidade você sonha?

O solo está contaminado. As águas estão contaminadas, os rios estão mortos. O ar está contaminado. Não há mais tempo. Você precisa dormir oito horas e, pela manhã, corre contra o tempo espremido entre despertar, cuidar da higiene, do café da manhã e do deslocamento para o trabalho. Lá, fica por nove horas e, exaustaContinuar lendo “Com que maternidade você sonha?”

O poeta triste

Carrega lágrimas contidasQue jorra em versosPequenas notas de uma lida tristeQue persiste, arrasta-seEscreve para colocar pra foraVomitar sua dorExpressar o amorOu a sua revoltaEsse poeta que insisteEm transformar vida em poemaQue canta em suas vozesSeu próprio arrebate existênciaQue coloca em outrosSeus próprios temoresQue é um eu tímidoMas que não se cala Poema do livro “MeuContinuar lendo “O poeta triste”

Microcrônicas de capital #7

Mãe, vamos ali ver os macacos? Perguntou o mais velho. – Não filho, hoje o zoológico está fechado. Vamos só comprar a pipoca. – Ele é um criminoso? Perguntou o mais novo. – Não, bocó! Ele está preso porque é um animal! Atravessou o irmão. – É por ele estar preso que você acha queContinuar lendo “Microcrônicas de capital #7”