Eu quero o amorO amor das noites insonesO amor do desejo na carneO amor do exagero e da alegriaEu quero o amorO amor que traz paz, mastambém medoO amor do desesperoDo prazer e da luxúria Eu quero o amorQue mira e atiraQue mata e que curaO amor da insanidadeO amor que é só loucura EuContinuar lendo “Eu quero o amor”
Arquivos do autor:Carol Pessôa
Meu Canto
Meu canto Meu canto é (des) encantoÉ samba de despedida,dor de partidaMeu canto é um lamento,Santo Meu cantoÉ lágrima que caiTristeza que se esvaiÉ diásporaSangue Meu cantoÉ meu corpo em versosÉ luto e lutaResistência e persistênciaÉ mulher em essência Meu cantoÉ música cheia de mágoaUm choroUm coroUm pranto Meu cantoTem gosto de saudadeE entoo comContinuar lendo “Meu Canto”
Memória
Jogar todas aquelas coisas fora foi como uma despedida a conta gotas. Tinha de tudo naquele quartinho, desde roupas velhas e fotos até documentos pessoais e um telefone antigo. Era com dor que fazia aquilo, mas precisava, pois se mudaria para um apartamento muito menor. Não dava mesmo para levar tudo. Sabia que sua queridaContinuar lendo “Memória”
Troquei
Troquei Troquei a roupa do corpo depois de uma noite debaixo da chuva. E assisti nua a lua brilhando no céu de primavera. Troquei a inocência de olhos inexperientes diante da vida. Nasceu uma nova mulher, madura e decidida. Troquei o tempo de correria de um trabalho que me massacrava. Comecei a me dedicar aContinuar lendo “Troquei”
Vai dar tudo certo, mesmo que dê tudo errado
Foi demitido depois de 10 anos na mesma empresa. Mas resolveu se dedicar a dar aulas, e descobriu sua verdadeira paixão. Vai dar tudo certo. Mesmo que dê tudo errado. Perdeu no vestibular pela terceira vez e teve que fazer um concurso nível médio, onde conheceu novos amigos e descobriu a importância social de serContinuar lendo “Vai dar tudo certo, mesmo que dê tudo errado”
Doce reencontro
Gosto de acordar de madrugada para ver a vida passar. Olhar para as ruas quase vazias, com a vida pulsando aos poucos.E ver o despertar do dia, lento…e mágico.Gosto de acordar de madrugada para não fazer nada.Sentir a tranquilidade de um dia sossegado, leve, sem pressa.E quase poder tocar na vida, que tímida, ainda adormece.GostoContinuar lendo “Doce reencontro”
Preciso de um tempo
Preciso de um tempo. Para escrever devagar. Sentir a força e a leveza dos segundos que escorrem pelos meus dedos. E respirar fundo. Olhar para a vida com detalhes. Tocar superfícies ásperas e sentir gostos adocicados. Apreciar cada instante. O tempo que mora em versos. Que mora em sons. Quem mora na terra e naContinuar lendo “Preciso de um tempo”
As sem palavras de amor
Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”
Na estrada
Na estrada Eu estou na estrada Na estrada da vida Catando cacos pelo caminho Olhando o céu azul Pensando no medo do fim Eu estou na estrada Correndo a mil Vendo-a passar em segundos Quase tocando o ar Me atirando nesse mar De areia e pedra Me misturando, camuflando Sendo um pouco dela… Eu estouContinuar lendo “Na estrada”
Eu mergulho
Em um mar de amor De fé De dor De poesia Não me basto Não me completo Não me findo Eu mergulho Afundo fundo Em minhas águas profundas e serenas Me busco Sou enseada Lagoa Piscina natural Rio manso, remanso E me lavo, me limpo, me levo Navego sem fim Deixo a correnteza agir JáContinuar lendo “Eu mergulho”
