As sem palavras de amor

Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”

Chovia intensamente lá fora

Chovia intensamente lá fora. Eu queria fazer um fluxo de pensamento. Mas meu cérebro estava travado, empacado, ao lado do Caminho do Artista, atrás de um copo com um cigarro velho. Na TV baixinho notícias de desgraças diversas, toda uma lista de “bondades” e bobagens que o jornalismo nos oferece cotidianamente. Uma bala perdida emContinuar lendo “Chovia intensamente lá fora”

Eu gosto de Legião Urbana

Eu gosto de Legião Urbana. Com toda a pieguice do Renato Russo. Com as melodias melancólicas das letras e canções. Com os altos e baixos dos diversos álbuns. Eu gosto de Legião Urbana desde pré-adolescente. Com toda minha juventude imatura. Com toda minha sede de perceber o mundo. Com todos os meus altos e baixos.Continuar lendo “Eu gosto de Legião Urbana”

Dei apenas um tempo

Peguei a mochila velha guardada no canto do quarto. Preenchi com roupas de verão, mas também não esqueci o velho casaco de lã. Precisava me preparar para todas as possibilidades. Chuva forte, sol, garoa, o que fosse. Queria sentir a plenitude de uma nova cidade, com sua natureza, seu patrimônio, sua gente, e até mesmoContinuar lendo “Dei apenas um tempo”

O vestido branco, fio por fio

Ela enfim comprou o tão sonhado vestido branco. Passou semanas envolvida em tecidos, rendas e modelagens. Um mais bonito que o outro. Mas não bastava ser belo, precisava ser perfeito. Como seus sonhos. Aqueles em que estava ao lado de seu príncipe encantando, celebrando a mais bela das uniões. Aqueles em que enfim, depois deContinuar lendo “O vestido branco, fio por fio”