A vida em um abraço

Quem nunca recebeu um abraço apertado daqueles de quase quebrar os ossos deveria experimentar. Às vezes nenhuma palavra é suficiente para expressar um sentimento. Mais vale ele, simples, de graça, super fácil de dar. Quanto mais forte melhor.

É engraçado gente que não gosta de abraçar. Que se sente desconfortável ou algo assim. Fico pensando que devia haver uma pílula pra isso. A pílula do abraço. Você toma, perde a vergonha, e sai agarrando todo mundo. Eu distribuiria por aí, pelas ruas que passo, pra toda a gente. Na verdade, eu acho que deveria ser acessível no sistema público de saúde.

Um dia me peguei pensando nos que já recebi. Teve abraços de paixão, e também de despedida. Mas, ainda assim, só guardo boas lembranças de todos eles, porque são formas de amor, mesmo quando ele acaba.

Um abraço de mãe, de pai, de amigo, de namorado, tanto faz. Vale por todo um discurso! É como se por um instante a vida de duas pessoas se resumisse naquele carinho grudendo. Que se danem os tímidos, os reservados, os caretas. Vamos abraçar quem amamos, e amar quem abraçamos. Ai, que vontade…

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e ex-atriz. Autora do livro À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido e Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração.

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