CORPO

Por: Lidianne Monteiro 1- JOELHO Abro os olhos e vejo o teto bege de plástico quase encostando no meu nariz. Talvez não esteja tão próximo assim como parece. Mas a clausura das paredes laterais que sobem em curva sobre minha cabeça reforça a sensação de confinamento. Sinto-me como naqueles filmes de aventura em que aContinuar lendo “CORPO”

LADY IN RED

Por: Elaine Resende O DJ anunciou a hora do intervalo e colocou uma música antiga, que ele reconheceu imediatamente de um dos discos da sua mãe. Era uma música muito romântica, que falava sobre um homem que admirava uma mulher com a qual dançava, a mais bela de todas, cobiçada pelos homens no salão. ElaContinuar lendo “LADY IN RED”

A CARTA

Oi…    Como tem sido sua vida? Me conta, mesmo que não ache importante.     Mandei arrumar o carro. Ficou bom, você tinha toda razão, estava precisando. Não entendo porquê relutei tanto.    Ainda não consegui ler os livros que me indicou, abro-os, cheiro-os e percebo que não querem ser lidos, só embalados no meuContinuar lendo “A CARTA”

CIGANA

Por: Katja Mota Tudo começou quando não encontrou o sapato habitual no meio do caminho ao chegar em casa. Estranhou, mas não deu tanta importância, enfim, estava cansado, talvez um pouco entorpecido pelo álcool do happy-hour, o fato foi logo esquecido junto com o relaxamento de um banho quente.           Os dias passaram normalmente, seContinuar lendo “CIGANA”

PALETA DE CORES

Por: Lidianne Monteiro Nesse cenário onírico, ela fazia parte de cada aventura e se sentia tão pertencente a aqueles lugares como os demais que ali transitavam com familiaridade. Acordou no seu quarto preto e branco e nele passou todo o dia. Já tinha se acostumado a falta de cor. No começo foi estranho e tomouContinuar lendo “PALETA DE CORES”

CIO DA FÊMEA ALFA

Por: Elaine Resende Estava quente. Mas não era o clima ou a noite de verão. Era o meu corpo. Estava no cio. Parecia um animal selvagem, espreitando a minha presa, pronta para o ataque. Farejei atrás de suas orelhas, toquei as pontas de seus dedos com a minha língua. Meu corpo se curvava para frenteContinuar lendo “CIO DA FÊMEA ALFA”

BAILARINA

Por: Daniela Echeverri Fierro Existiu uma bailarina que durante a pandemia dançou em seu quarto sem parar. No início passava os dias revendo cada um dos passos em frente ao espelho, em busca da perfeição passava dia e noite repetindo a mesma coreografia, estudando cada detalhe de seu corpo, vendo seu corpo se transformar comContinuar lendo “BAILARINA”

CÍRCULO DE FOGO

A gente saiu da missa após Gabriel cantar que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”. Essa nunca foi minha parte preferida. Sempre gostei mais quando Renato Russo entoava “o amor é fogo que arde sem se ver.” Um contentamento descontente é melhor que só dor. Era assim aquele grupo para mim,Continuar lendo “CÍRCULO DE FOGO”