A ESCOLA

Ontem eu passei em frente à nossa antiga escola. Estava sendo pintada. Reformada. Me lembrei dos momentos que passamos dentro dela. Cheios de sonhos. Filhos de uma classe média que tentava nos dar um lugar no mundo.  Você era alegre, cheio de vida. Eu, tímida, insegura, estudiosa. Alguns anos depois nos encontramos. Você ainda era o mesmo,Continuar lendo “A ESCOLA”

Lembra?

“Tudo bem se não deu certo. Eu achei que nós chegamos tão perto”. Assim pensei, ao ouvir esse trecho da música https://www.youtube.com/watch?v=I4u0GcKa1Vc do Nenhum de Nós. E me pus a lembrar de nosso passado. Vieram tantos momentos: as viagens, a decoração do apartamento, as reuniões de família, os dias na praia… ah, os dias naContinuar lendo “Lembra?”

A SAPATILHA QUEBRADA (Ou um abraço no ano novo)

Acostumou-se a ser competitiva desde criança. Nas aulas de jazz que fazia ainda bem pequena, a professora sempre dava uma sapatilha de louça para a aluna que tivesse se destacado mais. Quase toda a semana, era ela quem ganhava. E sentia-se orgulhosa. Uma sensação de que seu esforço era visto, reconhecido. E enfim, era admirada,Continuar lendo “A SAPATILHA QUEBRADA (Ou um abraço no ano novo)”

EU NÃO TENHO CÓDIGO DE BARRAS

Por: Lidianne Monteiro Meu nanochip estava dando sinais de instabilidade há algumas semanas. As falhas, a princípio, não me prejudicaram muito. Uma loja que entrei e a vendedora me ofereceu artigos que eu não tinha interesse, o robô do supermercado que me trouxe comida para o passarinho que não tenho, o café que veio descafeinadoContinuar lendo “EU NÃO TENHO CÓDIGO DE BARRAS”

XEROSTOMIA

Chiado. Chiado. Rádio traçadores, Rádio traçadores. Zum. Zum. Zum.Zum. Sinal. Rádio traçadores. Entrada liberada. A mensagem era enviada por corredores estreitos sob uma luz intensa que se alternava ao refletir o rio vermelho durante o percurso.Na corrida, nenhum soldado é abandonado, eles mantêm o ritmo constante. Uma forte correnteza faz com que eles naveguem em fluxoContinuar lendo “XEROSTOMIA”

Ela – Segunda parte

… Já dentro do crepúsculo tranquilo da caverna entre o medo e uma leve sensação de bem-estar, ela seguiu contando os passos atenta às camadas de poeira e teias que se exibem sedentas por mudança e aceitação. Daqui de dentro o medo e o pavor semelham-se raquítico na procura do alimento que mantém esse lugar tãoContinuar lendo “Ela – Segunda parte”

MEU REENCONTRO COM RENATO RUSSO

Por: Elaine Resende Durante anos trabalhei apenas para o jornal e a rádio AM, subindo e descendo com a equipe de trabalho e os visitantes. Gente fina esse pessoal! Até o dia em que eu percebi uma movimentação estranha, uma gente bem jovem, muito ruidosa, inquieta. Foi a primeira vez na vida que ouvi aContinuar lendo “MEU REENCONTRO COM RENATO RUSSO”

SAUDADE

Por: Carol Pessôa Desde pequena sentia um estranho aperto no peito. Os pais a levaram a vários médicos. Também iniciou tratamento psicológico. Mas nada resolvia a estranha pontada no coração. A família comentava que ela era uma menina problemática. Sempre com notas baixas, problemas de saúde, desânimo para as brincadeiras. Não havia o que aContinuar lendo “SAUDADE”

Virando a página

Encontrou um pendrive com fotos antigas, em uma bolsa velha. Nem sabia mais que ele existia. Por um instante, hesitou. O que será que havia naquela modalidade de caixa do século 21? Tomou coragem. Abriu. Dentro, uma pasta “fotos”. Clicou. E um mar de lembranças surgiram. De repente, viajou para seu aniversário de 30 anos.Continuar lendo Virando a página