Eu, que nunca soube me despedir… Talvez ainda não o saiba. Talvez não hei de saber. Eu, que nunca deixei de dizer que te amo… Ainda não deixo. E nunca deixarei. Eu, que te olhava nos olhos e enxergava sua alma… Ainda te olho. Ainda te vejo. Ainda te olharei com esse amor que lheContinuar lendo “ABRAÇO”
Arquivos da categoria: Poemas
RAIZ DE BILRO
Canto da jandaia, Alencar te definiu. Ara ou Arara, és ninho e periquito. num assobio, Ceará. de anônimos e imortais. Tua identidade múltipla, jangadeiro jangada etérea em Patativa abrigas Caatinga, em ti ouve-se ao longe os sons Tupí e Jê negociando a Tatajuba a Oiticica, o Algodão Bravo. Teu povo sabe das armadilhas da seca.Continuar lendo “RAIZ DE BILRO”
SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.
Arranquei as páginas do diárioPequenas e frágeisMomentos livresEximidos dos seus próprios pesos Arranquei as notas frágeisDe uma canção antigaO silêncio doloridoSuavizando o compasso Agora há abismo em suas páginasUm dia inexistenteAmanhecido e anoitecido em segundos Folhas sem pautasPequenos pedaços da mudezContidas na cadência do soneto. Crédito da imagem: Foto por Alina Vilchenko em Pexels.com “OsContinuar lendo “SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.”
A FESTA ESTAVA PRONTA
Balões coloridos, mesas decoradas, um cheiro de felicidade invadindo todo o salão. Barulho de taças para as bebidas e uma música maravilhosa preenchendo o lugar Ela queria sair rodopiando, sorrindo, enchendo o pulmão daquela energia boa, daquele tanto faz, daquele lugar onde tudo era único e especial Um som alto e diferente Sobressalto Ela acordaContinuar lendo “A FESTA ESTAVA PRONTA”
INTRUSO
O que você não entende Você guarda Em lugar escondido Escuro Indefinido De quando em vez Pelas frestas da alma Ele passa Fragmentado Um filete E te desloca Incomoda Domina Ei, volta para lá Ordeno Não posso diz sereno Sou parte de você Ou me reconhece Ou … O passado é assim Uma releitura FoscaContinuar lendo “INTRUSO”
LITERA-SE
Transbordando história em meio a linhas discretas Em linhas duras Em vidas sofridas Em São Luís Desde o Parque Bom Menino Até a Praça Deodoro Existe um caminho que transmite ideias A estrada conta histórias de cada viagem pelo centro A literatura é a vida contada A ficção composta de diferentes lugares Das vivências comunsContinuar lendo “LITERA-SE”
CONFISSÃO
Há muito que não ando. Vago, desvio, tropeço, corro… Do encontro ao desencontro Que é pra não querer chorar Que é pra eu não me aprisionar Que é pra eu não demonstrar… O que há muito venho procurando Mas eu nego! Até o fim, eu nego! Negarei até que não o possa mais. E jáContinuar lendo “CONFISSÃO”
HERANÇA
A herança que eu quero deixar não é feita de BENS, de POSSE ou valor em dinheiro. É o amor pela vida O desejo de construir um futuro de afetos e amizades São as gargalhadas gostosas dos almoços de família nos dias de domingo É uma herança herdada de meus pais A paixão pela música,Continuar lendo “HERANÇA”
O SOM DAS CONFISSÕES
Vento, em tua matéria dela o perfume. da minha mãe, lembras? quebras as esquinas. gelado, caliça. minhas narinas secas seguem tua preguiça, tua parte cerce ao chão. entras em casas de portas fechadas arrepias as águas calmas dos regatos fazes gracejo nas flores até pedras te obedecem. O vento tem pernas grandes um sonzinho deContinuar lendo “O SOM DAS CONFISSÕES”
DESTINO
Nunca acreditei nas linhas,no traçado inquietodos gestos ocultos. Nunca a amargura do medome causou tanto espanto,quanto esse vazio constante. Nunca havia sido tocada pela sanidade,a ponto de desejar e temer a loucura…Entrelaçar-me fio a fio nos cabelos do vento,libertando assim os meus segredos,meu pensar mais sincero, puro e insano. Nunca pensei sentir tão profundamente aContinuar lendo “DESTINO”
