Procurou um médico. Procurou porque não suportava mais aquela dor no peito, uma dor estranha. Não que doesse, era dolorida, dor palpável, martelante e contínua que permanecia atada à falta de ar. Faltava-lhe o ar, uma respiração sempre entrecortada como que interrompida e que por mais que inspirasse o ar nunca era o suficiente. Pouco,Continuar lendo “UMA BANDA APENAS”
Arquivos da categoria: Contos
DESPERTAR
Por: Karla Militão Ela acordou, abriu os olhos e sentiu um arrepio estremecer todo o seu corpo. Parecia que todo o seu ser estava sendo aniquilado. Um suor frio percorria seus pelos. Fechou os olhos bruscamente e desejou nunca ter acordado. Sentiu um frio no estômago. Ficou perdida em vários pensamentos acelerados e desconexos. BuscouContinuar lendo “DESPERTAR”
CORPO
Por: Lidianne Monteiro 1- JOELHO Abro os olhos e vejo o teto bege de plástico quase encostando no meu nariz. Talvez não esteja tão próximo assim como parece. Mas a clausura das paredes laterais que sobem em curva sobre minha cabeça reforça a sensação de confinamento. Sinto-me como naqueles filmes de aventura em que aContinuar lendo “CORPO”
ESCULTURA
Por: Paola Lima Noite que toma conta da alma e dela extrai uma porcentagem estritamente necessária para continuar. Na mesma medida que te é extraída, tu absorve algo que não sabes o nome, algo que a noite deixa escorrer, um sentimento de fuga. A noite grita e parece nada dizer. Mas ao se calar nosContinuar lendo “ESCULTURA”
LADY IN RED
Por: Elaine Resende O DJ anunciou a hora do intervalo e colocou uma música antiga, que ele reconheceu imediatamente de um dos discos da sua mãe. Era uma música muito romântica, que falava sobre um homem que admirava uma mulher com a qual dançava, a mais bela de todas, cobiçada pelos homens no salão. ElaContinuar lendo “LADY IN RED”
A CARTA
Oi… Como tem sido sua vida? Me conta, mesmo que não ache importante. Mandei arrumar o carro. Ficou bom, você tinha toda razão, estava precisando. Não entendo porquê relutei tanto. Ainda não consegui ler os livros que me indicou, abro-os, cheiro-os e percebo que não querem ser lidos, só embalados no meuContinuar lendo “A CARTA”
CIGANA
Por: Katja Mota Tudo começou quando não encontrou o sapato habitual no meio do caminho ao chegar em casa. Estranhou, mas não deu tanta importância, enfim, estava cansado, talvez um pouco entorpecido pelo álcool do happy-hour, o fato foi logo esquecido junto com o relaxamento de um banho quente. Os dias passaram normalmente, seContinuar lendo “CIGANA”
PALETA DE CORES
Por: Lidianne Monteiro Nesse cenário onírico, ela fazia parte de cada aventura e se sentia tão pertencente a aqueles lugares como os demais que ali transitavam com familiaridade. Acordou no seu quarto preto e branco e nele passou todo o dia. Já tinha se acostumado a falta de cor. No começo foi estranho e tomouContinuar lendo “PALETA DE CORES”
CIO DA FÊMEA ALFA
Por: Elaine Resende Estava quente. Mas não era o clima ou a noite de verão. Era o meu corpo. Estava no cio. Parecia um animal selvagem, espreitando a minha presa, pronta para o ataque. Farejei atrás de suas orelhas, toquei as pontas de seus dedos com a minha língua. Meu corpo se curvava para frenteContinuar lendo “CIO DA FÊMEA ALFA”
BAILARINA
Por: Daniela Echeverri Fierro Existiu uma bailarina que durante a pandemia dançou em seu quarto sem parar. No início passava os dias revendo cada um dos passos em frente ao espelho, em busca da perfeição passava dia e noite repetindo a mesma coreografia, estudando cada detalhe de seu corpo, vendo seu corpo se transformar comContinuar lendo “BAILARINA”
