( Jovina Benigno) Mamã, quero te dizer palavras inauditas. presentes. alqueires tua presença nas noites em que vago sem ti. te amo, mãe! eu te dizia. Hoje, incompleta pela tua ausência total te enxergo . declaro meu amor seguro teu rosto em minhas mãos vazias. é exato que te amo. Escrevo no bronze teu verbeteContinuar lendo “MÃE, ME OUVES“
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LAMENTO / ENTENDIMENTO
Eu não sei porqueas lágrimas acompanhammeus escritos…Porque elas caem tão facilmenteao som do piano tristeque todos julgam soar tão alegre.Eu juro que não entendoporque a poesia vem semprede mãos dadas com esse vazioe essa tristeza que preenchem os pensamentos, os sonhos, as noites,madrugadas… E os dias, e os anosa esbranquiçar meus cabelos,enrugar meu sorriso.Eu juro,Continuar lendo “LAMENTO / ENTENDIMENTO”
DÍADE EM QUATRO ATOS
Ao menos uma vez na vida eles se encontram Já era a hora No início Aquele desconforto De quem esbarra sem querer com o estranho intimo Olhos nos olhos Tensão Vai com tudo Round 01 Eu sempre quis A liberdade para ir e vir O amor que arrebata o ser A coragem de gritar paraContinuar lendo “DÍADE EM QUATRO ATOS“
RELVA
Os grilos pulam na minha cabeça Relva Louca Selva Orvalho que molha pelos e pele Cabelos compridos Seda verde Ensandecido A tristeza não traz consolo Conforto encontro Nos olhos Nos ombros No beijo Do bicho que vive em ciclo Que acalma meus cios Ouve histórias de tribos e guerras E chama de Relva O emaranhadoContinuar lendo “RELVA”
Música
És a soberana entre as artes Por entre tuas notas, viajo Voo leve, ou mergulho Em um mundo mágico e obscuro Sinto vibrar pelo meu corpo – quase morto E renasço em ti Posso estar em um jardim Repleto de flores Ou em um deserto Com os pés fundos na areia Música que me libertaContinuar lendo “Música”
ABRAÇO
Eu, que nunca soube me despedir… Talvez ainda não o saiba. Talvez não hei de saber. Eu, que nunca deixei de dizer que te amo… Ainda não deixo. E nunca deixarei. Eu, que te olhava nos olhos e enxergava sua alma… Ainda te olho. Ainda te vejo. Ainda te olharei com esse amor que lheContinuar lendo “ABRAÇO”
RAIZ DE BILRO
Canto da jandaia, Alencar te definiu. Ara ou Arara, és ninho e periquito. num assobio, Ceará. de anônimos e imortais. Tua identidade múltipla, jangadeiro jangada etérea em Patativa abrigas Caatinga, em ti ouve-se ao longe os sons Tupí e Jê negociando a Tatajuba a Oiticica, o Algodão Bravo. Teu povo sabe das armadilhas da seca.Continuar lendo “RAIZ DE BILRO”
SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.
Arranquei as páginas do diárioPequenas e frágeisMomentos livresEximidos dos seus próprios pesos Arranquei as notas frágeisDe uma canção antigaO silêncio doloridoSuavizando o compasso Agora há abismo em suas páginasUm dia inexistenteAmanhecido e anoitecido em segundos Folhas sem pautasPequenos pedaços da mudezContidas na cadência do soneto. Crédito da imagem: Foto por Alina Vilchenko em Pexels.com “OsContinuar lendo “SONETO ÀS PALAVRAS MORTAS.”
A FESTA ESTAVA PRONTA
Balões coloridos, mesas decoradas, um cheiro de felicidade invadindo todo o salão. Barulho de taças para as bebidas e uma música maravilhosa preenchendo o lugar Ela queria sair rodopiando, sorrindo, enchendo o pulmão daquela energia boa, daquele tanto faz, daquele lugar onde tudo era único e especial Um som alto e diferente Sobressalto Ela acordaContinuar lendo “A FESTA ESTAVA PRONTA”
INTRUSO
O que você não entende Você guarda Em lugar escondido Escuro Indefinido De quando em vez Pelas frestas da alma Ele passa Fragmentado Um filete E te desloca Incomoda Domina Ei, volta para lá Ordeno Não posso diz sereno Sou parte de você Ou me reconhece Ou … O passado é assim Uma releitura FoscaContinuar lendo “INTRUSO”
