FÊNIX

Por: Lidianne Monteiro Sou mil mulheres em várias vidas Em cada fase que parecia infinita, vi desmoronar sem aviso o muro das certezas Cada etapa se foi sem que se percebesse que jazia o tempo de dizer adeus De repente se foi Nem notei Nem me despedi E, sem aviso prévio nem lamento, uma vidaContinuar lendo “FÊNIX”

DUAS FORMAS DE SER

Por: Sônia Souza ÍMPAR Era um naquele instante ímpar procura seu lugar pequeno e cômodo no final do dia Pela manhã se feria no meio dos outros tantos pares E sentia na pele a dor de dividir o que deveria se completar FALTA UM Nas segundas emergia e duvidava até do que dizia(…) Na terçaContinuar lendo “DUAS FORMAS DE SER”

ESTAÇÕES

Por: Lidya Gois No inverno perco a roupagem Fico seca, aparento fraqueza e solidão Olho o entorno, as outras estão vaidosamente exuberantes e frondosas A comparação golpeia meu sossego e me lança flechas venenosas Ainda cingida de angústia, decido ouvir o Vento suave sussurrando O que Ele diz me aduba com um novo ânimo AprofundoContinuar lendo “ESTAÇÕES”

Memento

Memento. Gosto de te esquecer Gosto de te esquecer todos os dias Como um processo degenerativo, te lembrar. Para então, Ter motivo de esquecer. Gosto de verificar as portas e as janelas  Me certificar continuam fechadas. Te olhar rindo nos dentes de domingos E desfolhar as cartas de mínimas Escritas Ditas Lidas Guardadas Furtivas DeContinuar lendo “Memento”

NA POESIA DOS TEUS OLHOS

Poeta das cores e luzes instantes, que se repetem sequer em sonhos. Encanto entorpecente aos sentidos! Meus olhos fixos em ti e em teu jardim, seguem teus passos a cruzar a ponte sob a tela flutuante de nenúfares… O amor se revela na vivacidade poética dos traços eternizados no entardecer… As sombras beijam o orvalhoContinuar lendo NA POESIA DOS TEUS OLHOS

RISCOS ANÔNIMOS

Por: Jovina GBenigno há espaço em meu sobrado volta tirei a chave da porta dos lençóis lavei o cheiro do outro foram poucos nada deixaram além de restos no banheiro sem tons carmins sem folguedos e lamentos do fim. Aquela não mais te espera fúria fera saciaram penúrias. fartei tertúlias. não estranhe as novidades deContinuar lendo “RISCOS ANÔNIMOS”

MEIO-DIA

Por: Sônia Souza Todos os dias, na saída da Escola passava por aquela casa de vila em uma rua repleta de árvores. Dali vinha um cheiro de casa, vozes ao fundo, panela de pressão no fogo, tempero de comida fresquinha para alguém. Nunca vi nem tampouco conheci qualquer pessoa dali. Mas, naqueles não mais queContinuar lendo “MEIO-DIA”