Por anos, escrevi sob meu nome verdadeiro mesmo tendo um pseudônimo que me deixasse a vontade. Hoje, sinto o chamado da escrita me inundando depois de um tempo sem conseguir escrever. A partir de hoje, quem escreve e escreverá, será Gaia. A força e chama que compõe o meu ser literário. Passei por períodos deContinuar lendo “Recondução”
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Serenata de amor
Ontem o motorista do uber me disse, durante o caminho, que sua mãe o subornava com serenatas de amor quando ele era criança. E me lembrei que minha irmã guardava embalagens do bombom na sua agenda. Devia ser de alguém especial, até hoje não sei. O mistério parece mais interessante. E do serenata de amorContinuar lendo “Serenata de amor”
Microcrônicas de capital #8
Fui resgatar o cachorro da vala. Ele estava machucado e com medo, foi agressivo quando o peguei. Me mordeu, doeu. Mesmo quando percebeu que eu o tirava de lá ele rosnava: tinha uma pata quebrada e eu o machucava sem eu saber. Nunca sei quando minha boa intenção está tocando na ferida de alguém.
Com que maternidade você sonha?
O solo está contaminado. As águas estão contaminadas, os rios estão mortos. O ar está contaminado. Não há mais tempo. Você precisa dormir oito horas e, pela manhã, corre contra o tempo espremido entre despertar, cuidar da higiene, do café da manhã e do deslocamento para o trabalho. Lá, fica por nove horas e, exaustaContinuar lendo “Com que maternidade você sonha?”
O poeta triste
Carrega lágrimas contidasQue jorra em versosPequenas notas de uma lida tristeQue persiste, arrasta-seEscreve para colocar pra foraVomitar sua dorExpressar o amorOu a sua revoltaEsse poeta que insisteEm transformar vida em poemaQue canta em suas vozesSeu próprio arrebate existênciaQue coloca em outrosSeus próprios temoresQue é um eu tímidoMas que não se cala Poema do livro “MeuContinuar lendo “O poeta triste”
Microcrônicas de capital #7
Mãe, vamos ali ver os macacos? Perguntou o mais velho. – Não filho, hoje o zoológico está fechado. Vamos só comprar a pipoca. – Ele é um criminoso? Perguntou o mais novo. – Não, bocó! Ele está preso porque é um animal! Atravessou o irmão. – É por ele estar preso que você acha queContinuar lendo “Microcrônicas de capital #7”
Reencontro
As vozes ecoam em uníssonoHarmoniosas e melódicasA cantiga não é daquiÉ de antes de mim, de nós Elas se dão as mãosE a energia que vem delas me preencheVibra em cada pelo eriçado do meu corpoAs saias coloridas dançam no ritmo da brisa frescae me convidam para nunca mais deixar de ser parte Meus olhosContinuar lendo “Reencontro”
Meu Canto
Meu canto Meu canto é (des) encantoÉ samba de despedida,dor de partidaMeu canto é um lamento,Santo Meu cantoÉ lágrima que caiTristeza que se esvaiÉ diásporaSangue Meu cantoÉ meu corpo em versosÉ luto e lutaResistência e persistênciaÉ mulher em essência Meu cantoÉ música cheia de mágoaUm choroUm coroUm pranto Meu cantoTem gosto de saudadeE entoo comContinuar lendo “Meu Canto”
Preferido
A solitude é minha amiga de anos, nós nos damos bem e a vida segue nesse ritmo. Começando um novo ciclo, aconteceu algo que meu coração já estava desacostumado, uma nova paixão. E dessa vez, mútua. Minha linguagem do amor se classifica em palavras de afirmação, toque físico e presentes. Ainda não havia encontrado umContinuar lendo “Preferido”
Mães no Poder
Cheguei no evento em cima da hora. A dificuldade em conseguir um táxi na hora mais movimentada da manhã fez com que eu não chegasse com a antecedência que eu queria. Apesar de estar um pouco preocupada com o horário, estava feliz em contemplar as paisagens daquela cidade cheia de significado para mim e naContinuar lendo “Mães no Poder”
