Com que maternidade você sonha?

O solo está contaminado. As águas estão contaminadas, os rios estão mortos. O ar está contaminado. Não há mais tempo. Você precisa dormir oito horas e, pela manhã, corre contra o tempo espremido entre despertar, cuidar da higiene, do café da manhã e do deslocamento para o trabalho. Lá, fica por nove horas e, exaustaContinuar lendo “Com que maternidade você sonha?”

O poeta triste

Carrega lágrimas contidasQue jorra em versosPequenas notas de uma lida tristeQue persiste, arrasta-seEscreve para colocar pra foraVomitar sua dorExpressar o amorOu a sua revoltaEsse poeta que insisteEm transformar vida em poemaQue canta em suas vozesSeu próprio arrebate existênciaQue coloca em outrosSeus próprios temoresQue é um eu tímidoMas que não se cala Poema do livro “MeuContinuar lendo “O poeta triste”

Microcrônicas de capital #7

Mãe, vamos ali ver os macacos? Perguntou o mais velho. – Não filho, hoje o zoológico está fechado. Vamos só comprar a pipoca. – Ele é um criminoso? Perguntou o mais novo. – Não, bocó! Ele está preso porque é um animal! Atravessou o irmão. – É por ele estar preso que você acha queContinuar lendo “Microcrônicas de capital #7”

Meu Canto

Meu canto Meu canto é (des) encantoÉ samba de despedida,dor de partidaMeu canto é um lamento,Santo Meu cantoÉ lágrima que caiTristeza que se esvaiÉ diásporaSangue Meu cantoÉ meu corpo em versosÉ luto e lutaResistência e persistênciaÉ mulher em essência Meu cantoÉ música cheia de mágoaUm choroUm coroUm pranto Meu cantoTem gosto de saudadeE entoo comContinuar lendo “Meu Canto”

Mães no Poder

Cheguei no evento em cima da hora. A dificuldade em conseguir um táxi na hora mais movimentada da manhã fez com que eu não chegasse com a antecedência que eu queria. Apesar de estar um pouco preocupada com o horário, estava feliz em contemplar as paisagens daquela cidade cheia de significado para mim e naContinuar lendo “Mães no Poder”