A gente saiu da missa após Gabriel cantar que “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…”. Essa nunca foi minha parte preferida. Sempre gostei mais quando Renato Russo entoava “o amor é fogo que arde sem se ver.” Um contentamento descontente é melhor que só dor. Era assim aquele grupo para mim,Continuar lendo “CÍRCULO DE FOGO”
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SEM NOME
Por: Katya Mota Macerava a folha amarga entre dentes. Amarga de uma mágoa morna, sem grandes arroubos, só uma saudade persistente, afinal já era tempo. Absorvia a seiva fresca que lhe escorria pela garganta, mas sem conter o arrepio que o sabor provocava. Ah o arrepio e seus pelos eriçados! Beijo na boca, hálito naContinuar lendo “SEM NOME”
AMARELO
Por: Elaine Resende Meus dentes amarelos não dizem nada de mim. Mas o olho que repuxa e a mão que balança denunciam a ansiedade. Os cafés e os cigarros, que não me deixam dormir e evitam a fome a qualquer hora, têm seu preço. Entre um cigarro que pede um café e um café queContinuar lendo “AMARELO”
