Voltei para te escrever

Faz meses que não consigo escrever,  muitos projetos ficaram pelo meio do caminho e eu me lembrei de você, a pessoa que nunca leu algo que eu escrevi. Quando era mais nova, era mais fácil escrever sobre amores platônicos e pequenas paixões abruptas. Os dias têm corrido em uma velocidade superior ao que consigo acompanhar,Continuar lendo “Voltei para te escrever”

Te vejo na próxima vida

É provável que nunca me esqueça de você, afinal somos interligados pelo destino.Eu sei até onde sou capaz de chegar, destinos próximos não me interessam tanto quanto na época que nos vimos pela primeira vez. Eu me arrependo de muitas coisas, se eu tivesse errado menos a vida teria andado mais rápido e se desencontradoContinuar lendo “Te vejo na próxima vida”

RECOMEÇO

Três da manhãpesou-lhe a mão que lhe fezfilhos.da cama ao chãosubsolo da humilhaçãocaída. alma e camisolaem desalinhoo quarto, arco de entradaporta de saídadizia o dedo em riste.ela, rainha em seus desejosela, rama de lenha molhadafoi o que lhe dera a existência.A mulher há incontáveis sóisnão pescava caranguejos na lamanão comia peixe salgado para o mêsarrancadoContinuar lendo “RECOMEÇO”

“O que você deixou de ser quando cresceu?”

O domingo corria apressado enquanto eu tentava inutilmente impor a ele um ritmo de leveza que eu própria nem tenho. O fim de tarde era morno, com as estruturas pesadas de concreto dos viadutos da cidade expurgando todo o calor que receberam ao longo do dia. Em um deles, uma frase de letras inconstantes cravou-meContinuar lendo ““O que você deixou de ser quando cresceu?””

Salto para o desconhecido

A sombra projetada de seu próprio reflexo contra a água lhe dava medo. Via-se pálida, com escuras olheiras, a pele seca. Era jovem, mas sentia-se velha, cansada. Antes do momento final, sentou-se e refletiu. Sentia dentro de si uma forte pulsão de morte. Estudou tudo isso no curso de psicologia. Mas nem a graduação, nemContinuar lendo “Salto para o desconhecido”