Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!

Neste ano, o Dia Internacional da Mulher me trouxe um sentimento incômodo que ainda não consegui nominar com precisão (sentimentos são precisos?). Talvez até o final deste texto que ora inicio, eu encontre um punhado de palavras que façam jus ao que vem me habitando nesses dias.

Estou ficando velha. O algoritmo da rede social não para de me enviar vídeos sobre maquiagem para peles maduras. E o pior é que eu assisto ao vídeo que puxa outro, depois outro e mais um… Ou seja, eu mesma dei “cabimento” e deixei a rede social me lembrar o que o espelho já me disse mas que eu, conscientemente, lhe faço ouvidos moucos. À parte desse recorte sobre as peles maduras e os artifícios para deixá-la mais jovial, como um pêssego recém-colhido, a velhice (ou maturidade) me tem trazido inquietação para repetições e mesmices que rondam o Dia Internacional da Mulher. Os mais jovens dirão que sou cringe por conta da frase a seguir (acho que os mais jovens mesmo nem usam essa palavra porque, se usarem, são mais cringes do que aqueles aos quais eles queriam se referir). Mas preciso dizê-la: estou com “ranço” das homenagens às mulheres que apenas reforçam o quanto somos amorosas, dedicadas e meigas. Ou, pior, que somos “guerreiras”. E nos presenteiam, ao fim, com rosas ou chocolates. Lá estou eu no começo da fila para receber meus mimos. Quero todos. Sou mesmo amorosa (às vezes). E não queria precisar ser guerreira. Mas o que eu queria mesmo…. não se providencia e se entrega em uma homenagem de meia hora (ou um post na rede social) com um script repetido ou “inovado” pelo discurso via chat GPT…

Quero todas as homenagens e reconhecimentos para as mulheres. Hoje. Todos os dias. Quero que o marco de resistência do nascedouro da data nos lembre a todos que o Dia Internacional da Mulher não e só para os empresários venderem rosas e chocolates. Comprem nossas rosas, chocolates, maquiagem e perfumes que adoramos. Mas reflitam e, principalmente, ajudem a mexer no vespeiro da estrutura da sociedade que oprime e cerceia os direitos e oportunidades para as mulheres.

O mesmo conhecido que publica homenagens à esposa nas redes sociais é aquele que lhe atribui a total responsabilidade pelos afazeres domésticos, impedindo-a de construir algo individual fora do seio familiar. A mulher que publica uma frase de homenagem às mulheres é a mesma que cria sua filha dizendo o que ela não pode fazer em contraste com a criação do filho homem, onde o céu é o limite. A empresa que faz a propaganda de que “as mulheres podem estar onde elas quiserem” é a mesma que não tem política concreta de equidade de gênero e que segue com uma maioria esmagadora de homens em posições de comando. A empresa moderninha que divulga uma seleção para escolha de mulheres (para aumentar a quantidade delas em seu quadro) é a mesma que vai remunerá-la menos para executar a mesma atividade feita pelo colega homem. A sociedade com números recordes de feminicídio e que diz que as mulheres não devem se considerar culpadas mas sim vítimas e que, por isso, não devem se envergonhar é a primeira que julga a vítima e a põe, via de regra, em posição de quem quer tirar algum proveito na vitimização. O homem que diz que sua companheira é livre para terminar o relacionamento é o mesmo que abandona os filhos quando a companheira, de fato, resolve seguir sua vida sem ele. O gestor que é compreensivo com a mãe trabalhadora que precisa se ausentar para cuidar de um filho doente é o mesmo que critica o subordinado homem que faz o mesmo porque, se a criança tem mãe, por que o pai é que tem que cuidar dela? Quando publicam matérias enaltecendo mulheres em papéis importantes de comando, ao invés de exaltarem o feito, para mim, soa como se isso fosse extraordinário, quando, na verdade, deveria ser normalizado.

O machismo não prejudica apenas as mulheres.

Este texto não é uma cruzada contra os homens nem contra ninguém. É mais um desabafo em cima de um recorte dos problemas estruturais que oprimem às mulheres desde sempre e que, no Dia Internacional da Mulher, são camuflados de rosa e adornados com bombons.

Pronto, falei.

Infelizmente não consegui definir as palavras certas para cravar meu sentimento. Vou ficar devendo essa. Agora peço licença a vocês que me leram até agora e, de mãos dadas com meu cansaço, indignação e inquietação, vou comer meu chocolate enquanto espero o próximo Dia Internacional da Mulher para voltar a enviar mensagens de homenagem às irmãs. Esse ano não vai dar.

Espelhos (in)finitos


Foi nesse labirinto de imagens dentro de imagens que ela paralisou
As imagens levavam a uma descida íngreme, vertiginosa
Ao seu lado, pessoas desciam de forma rápida, desatentas, quase hipnotizadas
Seria eu Alice
Perdida e achada
Em discretos Intervalos de mim mesma?
O último minuto passou em horas (…)
Como pode me iludir, senhor tempo!?
Coragem
Decidi voltar
Na contramão
No contrafluxo
No contra tudo
Causando estranheza e indiferença no caminho
Solidão!
Ei, uma luz
Céu azul
Árvores
Espaços
Chão
Escuto um som forte
Das entranhas
Até então esquecido
Seja bem-vinda
De volta!

Explode

Numa madrugada de quinta
Acordo suavemente
E me pergunto
Quantas horas faltam?
Para pedir demissão deste emprego
Mudar da cidade
Voltar para as aulas de teatro
Ousar tentar uma nova carreira
Ou finalmente ter um filho
Em uma madrugada fria
Me espanto
Com os rumos da vida
E os desencantos
Os sonhos que foram pra frente
E os que se tornaram pesadelos
Poderia ter sido diferente?
Ainda da tempo de mudar?
Neste madrugada, o sono não bate
E são tantas perguntas
Que explode o peito

Hoje é dia de Rock, bebê!

Havia um tempo que Mirella se sentia mal. Dor nas costas, nos joelhos, nos cotovelos, na planta do pé, na raiz da vida. Uma árvore na floresta urbana sendo carcomida pelos cupins.

Exagero!

Mirella era uma boa vida, classe média burguesinha, burguesinha, burguesinha… só no filé. Se vestia com as marcas da moda e nem comprava nos tempos de outlet, era sempre a roupa da estação. Gostava da exclusividade, tinha carro, mas preferia ter motorista particular. Performava uma simplicidade estudada, para se sentir menos deslocada em alguns dos seus locais habituais. Na vida, dançava bem qualquer música, mas preferia rock.

Naquele dia, as dores típicas da idade (que não aparentava, glória ao combo santo academia+proteína+botox) estavam prostrando suas intenções. A noite tinha show da sua banda favorita, não ia faltar, comprou os ingressos com seis meses de antecedência. Vestiu a jaqueta de couro e foi se aconselhar com seu oráculo.

A mãe era apenas vinte anos mais velha que a filha. Ostentava a beleza das mulheres vaidosas por vocação e mistério divino. Crescida em outros tempos, conhecia as maravilhas que um bom chá e um pouco de oração podem fazer.

Mirella foi para o trabalho desatenta, pensando no chá com oração e… no que estava pensando mesmo? Esqueceu. Entrou no escritório batendo os saltos da bota preta no piso flutuante, quando foi pega por uma tontura sabe-se lá vinda de onde. Repassou o café da manhã, acreditou seriamente que a última dieta deveria ser a causa de seus problemas. Tomou um café preto com açúcar e umas nozes que estavam na marmita. Precisava de açúcar, devia ser isso.

Abriu a mochila, pegou o laptop e, cadê a fonte? A cabeça ainda girava, lembrou do chá com oração, da falta de açúcar no café, da tontura, agora a bateria. Se o dia continuasse assim, precisaria de um exorcismo. Catou o mouse na bolsa, tentou lembrar de algo, que não era a fonte, mas que era importante para esse dia. Deixa pra lá! Foi quando num movimento muito rápido sentiu as mãos formigarem e uma dor no pulso que a fez se encolher.

Estava morrendo!

O sangue não circulava direito, por isso esquecia as coisas e as extremidades formigavam, e tinha a tontura. Foi a primeira a chegar no trabalho, morreria sozinha em meio a divisórias navais cor de sorvete derretido. Interfonou para a portaria do prédio, antes que faltasse o ar e não pudesse mais falar.

Os bombeiros do prédio chegaram rapidamente, notaram sua palidez e já estavam prontos para chamar o SAMU quando Mirella demonstrou uma melhora súbita. Não tinha mais o aspecto cadavérico de antes, agora parecia muito com ela mesma todos os dias. Estava bem! Seria essa a lua de mel antes da morte?

Mandou um recado para o chefe pelo app de mensagens, recolheu suas coisas e foi para o hospital. De jeito nenhum ela iria para o céu naquele dia! 13 era seu número de sorte, e julho é o mês do rock. Ninguém tinha direito de morrer nessa data!

Uma médica de óculos fundos, pele um pouco flácida, e cabelos presos que gostariam de estar soltos, pergunta a Mirella quando começaram os sintomas. Ela não consegue responder, irrompe num choro nervoso, fungando, engasgando e falando palavras incompreensíveis sobre morrer, rock, árvore solitária e cupins.

É a Menopausa.

O choro estacou num corte seco. Limpou o rosto na barra da saia, chocada. É o que? A médica parecia pronunciar em câmera lenta: M E N O P A U S A. Arrastava a palavra, a língua em repouso, os lábios batendo e se abrindo num grande AAAAAA. Menopausa. Os olhos arregalavam acompanhando sem entender. Era jovem demais para isso.

Milhares de exames e um calmante depois, recebe no celular a mensagem da mãe: “filha, não esquece! toma chá de amora, é ótimo para curar esse calor que você tá sentindo. Lembro bem da minha menopausa, foi terrível. Hahahaha, bem vinda ao clube!” Mirella sentiu o ódio subir a cabeça, a onda de tontura, a vontade de gritar e jogar o celular na parede. Era esse o chá! Estava em choque, por isso não lembrava?

E a oração? – pergunta para a mãe. Recebe de volta: “hatha yoga, para acalmar”. Ah! Outra mensagem da mãe apita no celular: “e o show, vc ainda vai?” Tarde demais. O calmante deu um soninho bom, ela não se sentia relaxada desde… Não deu tempo de agradecer a mãe pela ajuda. Dormiu como um bebê.

Malhar


Ano novo. Tô aqui tentando correr atrás do prejuízo. Agarrei-me como pude às promessas feitas e contratei um plano que permite malhar em várias academias. (Para os 30 menos, malhar é o mesmo que treinar. Rsrs)

Meu cérebro acha que a inscrição na academia é suficiente para melhorar a saúde, meus músculos, não. Eles sabem que precisam trabalhar se quiserem ver os benefícios da atividade física.

Nesse início tá mais difícil. A demanda constante dos filhos pré-adolescentes é a desculpa perfeita para não entrar na rotina de treinos. Quando a gente quer, qualquer coisa serve pra se enganar.

Um mês já se foi. Consegui me manter firme nessa busca. Todo dia recito o mantra: “só por hoje vou malhar”!

Capim-Limão

Decidi que os dias serão capim-limão
Adoro o frescor que vem, sem se preocupar muito
Adoro o cheiro da terra molhada, o barulho da água caindo, a brisa fresca que envolve
Adoro o caminhar leve, distraído
A atenção roubada
As cores que vibram
E, se perguntarem por aí
Onde está minha responsabilidade
Meus compromissos
E minhas inquietações
Faz favor
Diga que deixei de lado por um tempinho
Para tirar as sandálias e fincar o pé nas nuvens

Um café, um encontro

Um café, um encontro

Gosto de conversas com pausas
Silêncios compartilhados
Palavras em teia
Sentimentos à mesa

Gosto da escuta interessada
Depurada
Degustada
De quando se oferece a alma

Gosto da palavra com entrega
Do sabor do que se revela
Do pouco, aos poucos
De integrar a descoberta

Gosto daquilo que se demora
De sorver o instante
E tecer a história
Gosto do gosto do aqui e agora

Trinitas

Perto, longe, dentro e fora

Por Sônia Souza

As portas fechadas e a pintura perfeita indicam que tudo vai bem. ELA está ali, exatamente onde a colocaram, onde outros pudessem ver, cumprindo sua função – na Terra e no Céu.
Por dentro, muitas sombras e súplicas, anseios, esperanças, desilusão
uma energia caótica contida pelas paredes brancas e janelas azuis.
Ali é lugar de todos
E de ninguém
Talvez ELA até resista
Talvez Ela até impressione o estrangeiro que ali se encontre
Mas, quem sabe por um milagre
um vento sopre e abra as janelas e portas
Quem sabe ELA se permita expor
E, em uma tarde de primavera qualquer
Ao som do canto dos pássaros
ELA se sinta livre
Por dentro, por fora, de perto e de longe


A Igreja Matriz

por Lidianne Monteiro

PARTE 1

– Vó, a senhora quer que eu coloque sua cadeira na calçada?

– Ainda não. O mormaço da pista ainda tá muito quente. E eu tenho que terminar a janta do seu tio.

– Tá certo. Mas eu já vou colocar a minha.

– Tu vai é adoecer com esse bafo quente.

                O comentário da avó, diferente dos da mãe, não era uma ordem para não ir.

                Da calçada, vejo o movimento da cidade. A rua que estava vazia, quase de uma cidade fantasma, começa a ganhar vida. As pessoas, assim como a avó, também aguardaram a trégua do sol para começar a desfrutar do convívio em frente à igreja. No caso da avó, ela ainda teria que superar a tarefa de fazer a janta de um tio exigente e desdenhoso dos longos anos da labuta doméstica dela. Porém, em breve, ela estaria sentada na calçada, em seu trono de vime, balançando-se nele e aguardando os demais familiares.  

O sino da igreja chama os fiéis mais uma vez, talvez a última. Quem quiser se salvar que se apresse pois Deus não espera. Alguns atendem ao chamado e caminham apressados com suas roupas de domingo. Moças jovens desfilam perfumadas e de cabelos molhados, reforçando o aspecto de frescor da sua juventude recém inaugurada. As risadas e o olhar cheio de segredos mostram que a salvação ainda não as preocupa, dedicadas que estão a descortinar a vida que mal começou.  

De banho tomado e sentada em meu observatório, vejo primos, tios e agregados chegando, pouco a pouco, e começarem a fincar suas cadeiras na calçada larga em frente à igreja, nos melhores assentos do teatro da vida real. Parecia uma plateia pronta para assistir ao espetáculo grandioso, mas fugaz, de apenas observar, pensar na morte da bezerra e trocar um dedo de prosa despretensioso.

Assim a noite caminha, sem pressa nem urgências, até as pessoas da calçada começarem a bocejar e irem se dispersando, pouco a pouco. Devolvem suas cadeiras para dentro da casa da matriarca, se despedem e voltam para suas casas. Quando a rua também já se mostra cansada dos transeuntes do domingo e a calçada jaz quase vazia, a matriarca se volta para mim e diz que está com sono e cansada. Começamos a guardar de volta as cadeiras que nem todos guardaram pois saíram para fazer um lanche com a promessa de voltar e não cumpriram. Recolhemos as cadeiras silenciosamente para não acordar o avô no quarto ao lado que, diferentemente da avó, dorme cedíssimo, ainda no entardecer. A ele este espetáculo não lhe apetece.

Trancamos as portas e nos recolhemos para dentro de nós mesmas.

PARTE 2

A missa campal de Natal vai começar. Minha filha adulta e eu tentamos achar cadeiras vazias em meio à cidade quase toda já sentada. Não achamos. Conformamo-nos em nos apropriar de um pedacinho de chão para assistirmos à missa em pé. O pequeno sacrifício a mais certamente nos daria mais créditos na aquisição do nosso pedacinho de céu futuro.

Olho para a calçada da avó e ela está vazia. Pelo muro vazado de pergolados de cimento, meus olhos alcançam a área interna em frente à sala. Escura, parece uma casa fantasma, austera e perdida no passado. Não fossem as flores do jardim que sei que existem pois as vejo durante o dia, diria que ninguém reside ali. Minha tia abre o portão e atravessa a rua com sua cadeira de plástico para assistir à missa campal. Fora esses eventos, as cadeiras da área não mais respiram o ar da rua ou da calçada, como outrora. Minha tia nos vê e vem em nossa direção. A missa começa e nos concentramos na salvação.

 


Capelinha

Por Elaine Resende

Capelinha de melão, é de São João…

Das nossas tradições, o que ficou?

As cantigas infantis ressoam na memória, um altar, relicário, família, igreja.

Capelinha, pequenina, azul e branca. Canto e coro, violão, à capela, gospel, o chamado.

Quem é Deus?

Quem socorre a nossa vida nos momentos de dor?

Um homem.

Capelinha, sinônimo de expansão de território, guerras santas, do homem tentando se impor como o mais importante ser da natureza. O homem divino, sobrenatural.

A capelinha adorada, impregnada no nosso subconsciente desde que nascemos e somos batizados, é o instrumento do homem para nos manter na linha.

Se você sai da capelinha e não age como o esperado, é a cela que te abraça. Mas antes, para chegar na capelinha, o homem disse ao outro homem que ficasse na cela, abrisse mão de sua família e de sua natureza.

A capelinha, tão bonitinha, é um instrumento de tortura de tempos imemoriais.

A capelinha é dos caras.


O desafio das três escritoras, sob a mentoria da Psicoterapeuta Claudia Nagau, foi expressar seu ponto de vista sobre a imagem em destaque. O encontro das ideias se tornou uma trindade, não religiosa, não santa, embora poderosa em sua mensagem. Publicação conjunta em 02/02/2025. Criação em 18/01/2025.

O Eu do Instante

Não me pegue
Nem me limite
Sou partícula em expansão
Sou memória, sonho e imprecisão

Me deixe ser eu
Com reta, curva e ondulação
Sou fenômeno, instante
Posso ser o sim e também o não

Sei de onde vim
Para onde vou, não sei
Se aqui me reconheço, fico
Se me aperta e incomoda, sairei

O que me define é amplo
Vasto, profundo e enraizado
A rima, a menina, a trajetória
O rumo, o fruto e o lastro.

Lívia Gomes é psicóloga e gosta de lidar com as palavras desde que as conheceu. Ler, escrever, escutar, falar, entender e ressignificar as palavras é mais que um hobby, é uma necessidade de sua existência.

Apenas mergulhe nisso!

Céu
Em 2024 ela se deixou levar. Como pena leve ao vento. Saltou para o novo, respirou outros ares, deu asas à fantasia. Entregou todo o seu coração, em direção ao céu.

Terra
Mas também caiu tantas vezes. Tropeçou em pedras, se perdeu em tantas metas, e machucou-se. Teve seu coração partido, esfarelou-se em terra.

Fogo
Mas como uma fênix, renasceu tantas vezes. Das cinzas fez-se nova mulher. O que não a matou, fortaleceu. E brilhou em fogo.

Mar
Em 2025 é mar sereno, mas também bravio. Já sabe a hora certa de esperar, e reagir. É toda certeza. O novo ano é de águas profundas, tempo de escrever, nadar e viver sentimentos.

Apenas mergulhe nisso!