Engoli a teiae caminhei com as aranhas no bolsosem fazer alarde. Te chamo pra contar meu pesadelo,sobre os limites do corpoe do mundo: choveu demais aqui e há uns timbres em minha vozque só pra você posso cantar, sopram você (sabiá,sabe lá). O que mais da história seguelogo logo se apagará dos livros.
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Nota de pesar
Nota de pesar: Nota para expressar Luto Sentimento de morte Fim de um plano, Um projeto de vida Nota de pesar! Tristeza, decepção Fim de um ciclo Solidão (Nota de pesar) Pra tentar viver Não por você Mas apesar Nota de pesar… E pensar Que foi tudo Ilusão (Notinha mixuruca. Como o peso do teuContinuar lendo “Nota de pesar”
Resenha – O papel de parede amarelo (Charlotte Perkins Gilman)
“O Papel de Parede Amarelo” é um conto de 1892, da escritora estadunidense Charlotte Perkins Gilman. Nele, a narradora-protagonista, diagnosticada com um “esgotamento nervoso”, é confinada em um quarto por seu marido e médico, como “tratamento de repouso”. Ela é proibida de ter qualquer estímulo intelectual, como ler e escrever, mas escreve às escondidas. TranstornadaContinuar lendo “Resenha – O papel de parede amarelo (Charlotte Perkins Gilman)”
Cds, DVDs, locadoras, Hanson…
Sou da década de noventa, como os queridinhos da banda Hanson. Escutei boy bands, frequentei baladinhas, fui no show do Sandy e Junior. Na minha cidade, no interior, a moda era ir à Discoteca do Vip’s aos sábados, levando um carimbo no braço para marcar a entrada. Lá dancei com um menino pela primeira vez,Continuar lendo “Cds, DVDs, locadoras, Hanson…”
Cotidiano
Comida vistosa Desce gostosa Gordura e açúcar Sacia o desejo Preenche a falta Do fresco alimento Leite da lata é melhor Diz o doutor Mãe em pó Amor com dosador Canetas fugiram das mochilas Refúgio certo na cintura Agradece a indústria alimenta, engorda, depois diz-se feia Cria o problema Para vender solução Comida amarga GorduraContinuar lendo “Cotidiano”
Vênus em escorpião
Me beija com esse gosto de cigarro. Hoje quero tudo que faz mal. Vênus em escorpião é isso: amar o que destrói. Me esforço para, com o álcool, apagar qualquer vestígio de você na minha mente. “Hoje eu vou te esquecer. Só por uma noite”. Sem sucesso. Pego os caras pensando que você pode nãoContinuar lendo “Vênus em escorpião”
Amor de quatro patas
Theo, Theozinho, Theozão, Teteu, Teobaldo. Ou outras variações, como amor da mamãe, bichinho de pelúcia, etc. Teve até um dia que chamamos de Teletubbie. Assim temos apelidado esse cachorrinho que chegou há pouco tempo em nossas vidas e logo se tornou a estrela da casa. Pequenino e brincalhão, esse york lata veio tímido, e levouContinuar lendo “Amor de quatro patas”
Bruxa
Sou Dian. Mas é Meridian que domina os labirintos da nuvem digital. Meus joelhos estalam quando sento à mesinha de ferro, um lembrete que a gravidade não ignora. Não é peso, é alicerce. Aqui fora, as roseiras nos vasos vigiam, espinhosas e antigas, como eu. O piso rústico arranha a sola dos meus pés; essaContinuar lendo “Bruxa”
