Resenha do livro “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” (autora Maya Angelou)

Deparei-me com esse livro na Bienal do Livro de Fortaleza, em 2022, e o adquiri junto com outras obras. Até então eu nada sabia sobre sua autora, a americana Maya Angelou. Mas fui capturada pelo título avassalador que me fisgou com a promessa de me explicar como alguém privado de liberdade enxergaria o mundo e,Continuar lendo “Resenha do livro “Eu sei porque o pássaro canta na gaiola” (autora Maya Angelou)”

A Vida Sempre Acha um Caminho (ou a Flor de Jericó)

Certamente você já se deparou com calçadas com rachaduras de onde saíam umas ramas verdes de plantinhas teimosas que não sucumbiram à rigidez do concreto e irromperam bravamente. A vida em potencial estava ali, encarcerada e confinada mas viva e resistindo. Na primeira brecha, ela desabrochou. Uma vez, deparei-me com uma frase em um livroContinuar lendo “A Vida Sempre Acha um Caminho (ou a Flor de Jericó)”

Microcrônicas de capital #2

Avenida comercial, tanto camelô e gente nas calçadas que fica difícil ver o chão: mais de um tropeçou no corpo até que alguém diagnosticasse “é o calor” associando o 36°C no termômetro do poste da esquina com o rubor e suor. Nessa certeza tratou logo de tirar-lhe o moletom. No bolso: um cartão vale-passagem doContinuar lendo “Microcrônicas de capital #2”

A árvore (in)visível

Ela estava ali  plena Enfeitada e colorida  luzes e bolas Afinal Natal Época em que os corações mais esperançosos  Aguardam  Dádivas e retribuição  Aquela inspiração  Que enche a vida De um ar meio mágico  A árvore … Impossível não ver!? Impossível não sentir!? Eis que  para triste espanto (ao menos meu) Ela passa aos olhosContinuar lendo “A árvore (in)visível”

Chovia intensamente lá fora

Chovia intensamente lá fora. Eu queria fazer um fluxo de pensamento. Mas meu cérebro estava travado, empacado, ao lado do Caminho do Artista, atrás de um copo com um cigarro velho. Na TV baixinho notícias de desgraças diversas, toda uma lista de “bondades” e bobagens que o jornalismo nos oferece cotidianamente. Uma bala perdida emContinuar lendo “Chovia intensamente lá fora”

Sou rio e mar

A gaveta entreaberta mostrou a camisola encharcadaE que fora displicentemente guardadaPara um novo usoO toque gelado eriçou a dor que fingia descansarMas que em um átimo retornou à cena para explicaçõesReiterada e exaustivamenteEm monólogoNa ilusão de que ao se explicarlhe fosse permitido partir Os olhos cerrados ardemE perguntam se sou só água salgadaE de que poçoContinuar lendo “Sou rio e mar”

Trepadeiras brotam da minha cabeça

Trepadeiras brotam da minha cabeça. Uma vasta cabeleira  esverdeada que se espalha  por todo chão e toma a nudez desprotegida do meu corpo sem critérios. Lá fora ouço os carros, mas dentro de mim só existe o murmúrio de águas, de pedras rolando do farfalhar de árvores. Dos meus poros saem terra vermelha. Dos meusContinuar lendo “Trepadeiras brotam da minha cabeça”

Te vi ontem

Ontem foi mais um dia comum Faz tempo que faço minhas coisas sozinha Sinceramente, não senti sua faltaNo máximo, uma melancolia não identificadaMas eu ainda te vi ontemVocê estava radiante como quando nos conhecemosSeu sorriso ainda me deixou sem fôlegoE mesmo assim, você não me viu. Ainda bem.