Ânsia Amanhã eu vou estar com pressaDia cheioHorários tomadosVácuo preenchidoNão tem espaçoNão deixo espaçoEncheLimiteTransbordaSenteColoca tudoDiz a vozCem por cento de aproveitamentoVamos para um café?Agenda (…)Tempo (…)Respira! Ânsia Claro!Quando?Claro(…) Ânsia TempoAmanhã vou estar com pressaMas, amanhã não existe!Só existe o hoje.O Amanhã será o hoje TempoCorpo no passadoAlma no futuroCabeça longe (…)Foca.Respira.Quando?Agora!
Arquivos mensais:março 2024
Selva
O percurso é longo Felizmente A poeira da estrada e as nuvens vaporizadas bailam despreocupadas Pelas veredas, vou me perdendo E me encontrando No oásis dos sonhos conquistados Descanso o corpo calejado Que resiste e me serve, abnegado Sem quase nada cobrar Na ânsia de olhar para a frente Não pauso sobre a rocha forteContinuar lendo “Selva”
Voto de fé
Hoje, observando o discurso de uma pessoa religiosa sobre política, me peguei fazendo uma viagem no tempo e compreendendo o motivo de tudo isso me parecer tão familiar. A estratégia política de invadir espaços religiosos ou misturar interesses políticos à religião não é nova, mas ela vem ganhando corpo nos últimos anos e isso nãoContinuar lendo “Voto de fé”
Retomar às rédeas
Não gosto muito desta expressão “retomar as rédeas” porque dá ideia de dominação, de mando, de ordem; mas não encontrei outra melhor.Vivo, recentemente, uma grande virada de chave na minha vida. Pela primeira vez acreditei, de verdade, que eu consigo.Foram momentos de diversas emoções misturadas: concentração, introspecção, dedicação, decepção, ansiedade, euforia e, finalmente, insights…muitos insights.ConheciContinuar lendo “Retomar às rédeas”
Farol de pipas
Suas palavras tatuaram minha memória, numa época em que eu ainda usava calças curtas e os papagaios eram muito mais interessantes do que as pernas das garotas. Conheci-o em um final de tarde, enquanto a cortina escura do céu sem nuvens substituía o bailado das pipas pelo espetáculo perene dos luzeiros. A brisa estava prestesContinuar lendo “Farol de pipas”
Agradecer
A vida é uma caixa de surpresas Cada vez que acordo Lembro de como é importante Agradecer todos os dias Por todas as coisasDas pequenasDas grandes Agradecer pela oportunidade De acordarDe poder respirar De saber que podemos melhorar Para esta vidaEuSó QueroAgradecer pelas pessoas que estão aqui com a gente para poder viver nossas realidades
Não sei nada sobre isso
Quero engolir a palavra Mas ela, danada foge ligeira de mim Salta entre os dentes Da ponta da língua Para ouvidos desprevenidos Imprudente! Não sei nada sobre isso! Palavra que lasca a pele Faz verter sangue, riso e suor É ágil, crossfiteira Corre para chegar mais longe Não quer saber de gentilezas Não dá molezaContinuar lendo “Não sei nada sobre isso”
As sem palavras de amor
Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”
Teatro
Tem uma música do Humberto Gessinger que diz assim Se eu pudesse, ao menos, te levar comigo láPr’o alto da montanha, num arranha-céuPr’o alto da montanha, num arranha-céuSem final feliz ou infeliz…atores sem papel Atores sem papelEssa frase mexe comigo e me faz parar para pensarO que são atores sem papel?Gente sem fala decorada.Sem jeitoContinuar lendo “Teatro”
