Ânsia

Ânsia Amanhã eu vou estar com pressaDia cheioHorários tomadosVácuo preenchidoNão tem espaçoNão deixo espaçoEncheLimiteTransbordaSenteColoca tudoDiz a vozCem por cento de aproveitamentoVamos para um café?Agenda (…)Tempo (…)Respira! Ânsia Claro!Quando?Claro(…) Ânsia TempoAmanhã vou estar com pressaMas, amanhã não existe!Só existe o hoje.O Amanhã será o hoje TempoCorpo no passadoAlma no futuroCabeça longe (…)Foca.Respira.Quando?Agora!

Retomar às rédeas

Não gosto muito desta expressão “retomar as rédeas” porque dá ideia de dominação, de mando, de ordem; mas não encontrei outra melhor.Vivo, recentemente, uma grande virada de chave na minha vida. Pela primeira vez acreditei, de verdade, que eu consigo.Foram momentos de diversas emoções misturadas: concentração, introspecção, dedicação, decepção, ansiedade, euforia e, finalmente, insights…muitos insights.ConheciContinuar lendo “Retomar às rédeas”

Farol de pipas

Suas palavras tatuaram minha memória, numa época em que eu ainda usava calças curtas e os papagaios eram muito mais interessantes do que as pernas das garotas. Conheci-o em um final de tarde, enquanto a cortina escura do céu sem nuvens substituía o bailado das pipas pelo espetáculo perene dos luzeiros. A brisa estava prestesContinuar lendo “Farol de pipas”

Agradecer

A vida é uma caixa de surpresas Cada vez que acordo Lembro de como é importante Agradecer todos os dias Por todas as coisasDas pequenasDas grandes Agradecer pela oportunidade De acordarDe poder respirar De saber que podemos melhorar Para esta vidaEuSó QueroAgradecer pelas pessoas que estão aqui com a gente para poder viver nossas realidades

Não sei nada sobre isso

Quero engolir a palavra Mas ela, danada foge ligeira de mim Salta entre os dentes Da ponta da língua Para ouvidos desprevenidos Imprudente! Não sei nada sobre isso! Palavra que lasca a pele Faz verter sangue, riso e suor É ágil, crossfiteira Corre para chegar mais longe Não quer saber de gentilezas Não dá molezaContinuar lendo “Não sei nada sobre isso”

As sem palavras de amor

Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”