Quero engolir a palavra Mas ela, danada foge ligeira de mim Salta entre os dentes Da ponta da língua Para ouvidos desprevenidos Imprudente! Não sei nada sobre isso! Palavra que lasca a pele Faz verter sangue, riso e suor É ágil, crossfiteira Corre para chegar mais longe Não quer saber de gentilezas Não dá molezaContinuar lendo “Não sei nada sobre isso”
Arquivos da categoria: Poemas
As sem palavras de amor
Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”
Reescrita
Você foi um erro desde o primeiro olhar. Desde a primeira interação, você era o que eu menos precisava e ainda bem que esse ciclo vicioso terminou. Você foi como uma droga e a abstinência sempre foi minha pior inimiga. Sofri com comparações relacionadas a você sobre minhas conquistas e fracassos. Tudo isso aconteceu emContinuar lendo “Reescrita”
Meu novo ano
Meu novo ano, pensei seria fácil passar pano bento lavar os pés dos teus prévios O que jurei no velho que se despede e te recebe com fogos, esquece. nem chegou a cair umbigo pois dévio destino ocorreu-me Lembra do mantra do arrebento do mar Chuá … Chuá…? Repeti-o até a língua cansar e perderContinuar lendo “Meu novo ano”
Na estrada
Na estrada Eu estou na estrada Na estrada da vida Catando cacos pelo caminho Olhando o céu azul Pensando no medo do fim Eu estou na estrada Correndo a mil Vendo-a passar em segundos Quase tocando o ar Me atirando nesse mar De areia e pedra Me misturando, camuflando Sendo um pouco dela… Eu estouContinuar lendo “Na estrada”
Frivolidade
Em meio a fumaça do charutoAtravés do vidro do copo de Campari Suas ideias ricocheteiam na minha essênciae…me escolho Preciso de uma boca muito mais sedenta do que a tuanuma taça de Brüt.
Faz um tempo
Faz um tempo que saí de cenaAcordo a hora que queroDurmo quando o sono vemTroquei o dia pela noiteJá dormi amanhecendoAcordei anoitecendoVivi fora do tempo das pessoas comunsHabitei o incomumOuvi a chuva cairPintei de madrugadaEstudei às 3 da manhãFui ao mercado meia-noiteVi as luzes dos apartamentos se apagandoE me perguntei quem também estava aliDesperto emContinuar lendo “Faz um tempo”
Salve, Mulher
Salve, Mulher Rainha de onde quiser Vida de corres, no amor ou no ódio No ponto de ônibus Na fila da van Esperando o uber Salve É por você que choram Bocas famintas em casa Para você suplicam o peito, o carinho, a cama na hora do sono Nos conte uma história, faça um cafuné,Continuar lendo “Salve, Mulher”
Sou rio e mar
A gaveta entreaberta mostrou a camisola encharcadaE que fora displicentemente guardadaPara um novo usoO toque gelado eriçou a dor que fingia descansarMas que em um átimo retornou à cena para explicaçõesReiterada e exaustivamenteEm monólogoNa ilusão de que ao se explicarlhe fosse permitido partir Os olhos cerrados ardemE perguntam se sou só água salgadaE de que poçoContinuar lendo “Sou rio e mar”
Três vezes amor
Em teus versos me perco Tua beleza, meu espanto Se digo que vou te amar Na verdade, já amo *** Tô pra receber um dinheiro Vou te comprar a tv E um casaco maneiro Pra nunca mais te perder Mas se a grana faltar Prometo me esforçar Pra compensar em versos Poema não vai faltarContinuar lendo “Três vezes amor”
