Faz um tempo que saí de cena
Acordo a hora que quero
Durmo quando o sono vem
Troquei o dia pela noite
Já dormi amanhecendo
Acordei anoitecendo
Vivi fora do tempo das pessoas comuns
Habitei o incomum
Ouvi a chuva cair
Pintei de madrugada
Estudei às 3 da manhã
Fui ao mercado meia-noite
Vi as luzes dos apartamentos se apagando
E me perguntei quem também estava ali
Desperto em um horário proibitivo
Em uma segunda-feira útil
Para as pessoas comuns…
Já eu
incomum
Exilada de tempos modernos
Afastada
Por assim dizer
Por assim me definirem
Voltei no tempo
Voltei a ser quem há muito tempo não era
Livre
Faz um tempo

Oi, Mara,parabéns pelo texto. É sempre tão bom subvertermos o esperado de nós. Um beijo
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Teu poema me inspira a quebrar minhas próprias grades. Lindo, obrigado por isso! ❤️
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Poético e inspirador.
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Maravilhoso! Vontade de ser a personagem narradora em sua subversão e quebra de oaradigmas. Quem sabe não conseguiremos, pelo menos de vez em quando, alterar a lógica e o que se espera de nós?
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