Terça à noite

Que dor, que solidão! Há quanto tempo não me sentia assim? Hoje minh’alma tá doendo Tá sangrando Tá difícil Uma distância Um não caber Um não pertencer Doendo por não me achar digna Dilacerando não me ver merecedora Me colocando abaixo do pódio Para aquém do último lugar Doendo o querer e não poder QuererContinuar lendo “Terça à noite”

Para minha estrela

Eu aprendi do jeito mais difícil que é solitário quando ficamos sozinhos no mundo. Quando você se foi,eu demorei a perceber e depois perdi meu chão.  Lembro de todas as nossas aventuras, segredos e confidências. Gostaria de ter mais lembranças físicas. Eu te guardo na memória e te escrevo com amor recheado de saudade. MuitoContinuar lendo “Para minha estrela”

Ânsia

Ânsia Amanhã eu vou estar com pressaDia cheioHorários tomadosVácuo preenchidoNão tem espaçoNão deixo espaçoEncheLimiteTransbordaSenteColoca tudoDiz a vozCem por cento de aproveitamentoVamos para um café?Agenda (…)Tempo (…)Respira! Ânsia Claro!Quando?Claro(…) Ânsia TempoAmanhã vou estar com pressaMas, amanhã não existe!Só existe o hoje.O Amanhã será o hoje TempoCorpo no passadoAlma no futuroCabeça longe (…)Foca.Respira.Quando?Agora!

Agradecer

A vida é uma caixa de surpresas Cada vez que acordo Lembro de como é importante Agradecer todos os dias Por todas as coisasDas pequenasDas grandes Agradecer pela oportunidade De acordarDe poder respirar De saber que podemos melhorar Para esta vidaEuSó QueroAgradecer pelas pessoas que estão aqui com a gente para poder viver nossas realidades

Não sei nada sobre isso

Quero engolir a palavra Mas ela, danada foge ligeira de mim Salta entre os dentes Da ponta da língua Para ouvidos desprevenidos Imprudente! Não sei nada sobre isso! Palavra que lasca a pele Faz verter sangue, riso e suor É ágil, crossfiteira Corre para chegar mais longe Não quer saber de gentilezas Não dá molezaContinuar lendo “Não sei nada sobre isso”

As sem palavras de amor

Nenhuma palavra de amor foi proferidaNa sombra da noite estrelada sem versosNenhuma delas foi ditaDa tinta dos escritores, nem das rimas dos poetasSequer cancionistas a disseramNão há bocas não há bocasNão foram proferidas pelas ruas, pelas travessas, ou em tímidas cartas deamorNenhuma palavra foi dita, pichada em um muro, cantada por entre murmúrios de umContinuar lendo “As sem palavras de amor”