Neste ano, o Dia Internacional da Mulher me trouxe um sentimento incômodo que ainda não consegui nominar com precisão (sentimentos são precisos?). Talvez até o final deste texto que ora inicio, eu encontre um punhado de palavras que façam jus ao que vem me habitando nesses dias. Estou ficando velha. O algoritmo da rede socialContinuar lendo “Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!”
Arquivos do autor:Lidianne Monteiro
Kim Jiyoung, nascida em 1982, na Coreia do Sul (mas podia ser no Brasil)
A autora do livro “Kim Jiyoung, nascida em 1982”, Cho Nam-Joo, e eu nascemos no mesmo ano de 1978. Instigou-me saber o que uma contemporânea sul-coreana minha tinha a dizer sobre a vida de outra mulher, sua personagem Kim Jiyoung, um pouquinho mais jovem que a gente. Da cultura sul-coreana sei pouco. Do universoContinuar lendo “Kim Jiyoung, nascida em 1982, na Coreia do Sul (mas podia ser no Brasil)”
A Substância
Fui ao cinema acompanhando minha caçula de 18 anos em mais uma escolha dela pelo gênero de terror. Confesso que não é meu estilo de filme preferido. Mas saí no meu domingo à tarde aberta a provar essa experiência. E sim, foi uma experiência!Sempre que vejo obras (livros ou filmes) capitaneados por mulheres e, maisainda,Continuar lendo “A Substância”
Reencontro
As vozes ecoam em uníssonoHarmoniosas e melódicasA cantiga não é daquiÉ de antes de mim, de nós Elas se dão as mãosE a energia que vem delas me preencheVibra em cada pelo eriçado do meu corpoAs saias coloridas dançam no ritmo da brisa frescae me convidam para nunca mais deixar de ser parte Meus olhosContinuar lendo “Reencontro”
Asfalto quente cor de sangue
O vento quente balançava os cabelos de Elisa. A caixa em suas costas era pesada e inclinava-a para trás, exigindo que ela se agarrasse com mais força à cintura de João. Ainda tinham muitas entregas até o dia de trabalho dele findar. Como elaentraria em seu plantão à noite, no hospital, aquele tempo sobre duasContinuar lendo “Asfalto quente cor de sangue”
Mães no Poder
Cheguei no evento em cima da hora. A dificuldade em conseguir um táxi na hora mais movimentada da manhã fez com que eu não chegasse com a antecedência que eu queria. Apesar de estar um pouco preocupada com o horário, estava feliz em contemplar as paisagens daquela cidade cheia de significado para mim e naContinuar lendo “Mães no Poder”
Você sabe com quem está falando?
Era mais uma reunião para tratar de um assunto recorrente e um tanto quanto polêmico. Sabíamos que o cliente não havia se conformado com nossa recusa e buscaria, em uma reunião presencial, reverter nossa decisão. Ou, pelo menos, entender os motivos dela e, talvez nos trazer algum fato novo que nos permitisse reconsiderar, o queContinuar lendo “Você sabe com quem está falando?”
A ilusão está lá fora
A massagem relaxante terminou. Foi deliciosamente aproveitada até o último minuto. O tempo precioso que dediquei a ela (ou a mim?) esperou por semanas mas, felizmente, chegou a vez. Levantei-me sorridente, relaxada, lamentando o término e, para dar forças a mim mesma de interromper aquele momento e retornar ao trabalho, brinquei, dizendo: – VamosContinuar lendo “A ilusão está lá fora”
Selva
O percurso é longo Felizmente A poeira da estrada e as nuvens vaporizadas bailam despreocupadas Pelas veredas, vou me perdendo E me encontrando No oásis dos sonhos conquistados Descanso o corpo calejado Que resiste e me serve, abnegado Sem quase nada cobrar Na ânsia de olhar para a frente Não pauso sobre a rocha forteContinuar lendo “Selva”
Eu pequena
Ela caminha em minha direção como uma seta disparada por um arqueiro hábil. Caminha em linha reta e inequivocamente me tem como destino. À medida que se aproxima, consigo ver seu vestido de listras amarelas e azuis, dançando na cadência do seu caminhar. Seus cabelos lisos estão presos em um rabo de cavalo que tambémContinuar lendo “Eu pequena”
