Certo, entendi o ocorrido finalmente. Não que eu estivesse em busca de entender coisa alguma, queria mesmo era me ver livre do problema, mas a dúvida não me deixava dormir em paz. Seis meses antes dessa tarde de inverno – alegre demais para o frio que fazia, ensolarada demais para o humor cinza dos presentesContinuar lendo “Justiça seja feita”
Arquivos mensais:dezembro 2024
Microcrônicas de capital #9
Vi no asfalto e coloquei no canteiro antes que passasse outro carro em cima, mesmo que já sem vida. Não quero que alguém ache certo passar por cima por estar morto, daí seria um trisco passar por cima de um vivo. A crueldade se alimenta de sutis conclusões.
Composição
Não sei compor, meu bemNão sei tocar violãoNão conheço partituraE nem mesmo poesiaNão domino a tal métricaNem tão pouco melodiaMas estou de coraçãoAqui cantando em livres versosQue enfrentei dorDa falta de amorDa falta de amorPouco depois te conheçoNuma feira de ruaE não me esqueçoLogo quis te dar um beijoLogo quis te dar um beijoHoje canto,Continuar lendo “Composição”
Kim Jiyoung, nascida em 1982, na Coreia do Sul (mas podia ser no Brasil)
A autora do livro “Kim Jiyoung, nascida em 1982”, Cho Nam-Joo, e eu nascemos no mesmo ano de 1978. Instigou-me saber o que uma contemporânea sul-coreana minha tinha a dizer sobre a vida de outra mulher, sua personagem Kim Jiyoung, um pouquinho mais jovem que a gente. Da cultura sul-coreana sei pouco. Do universoContinuar lendo “Kim Jiyoung, nascida em 1982, na Coreia do Sul (mas podia ser no Brasil)”
