Certamente você não sabe na minha casa habitam cinco sapos que cricrilam dezenove porcos que relincham, três vagalumes que conversam em inglês e um quarto que só sabe espanhol, duas periquitas que constroem pontes, nove crianças-bolinhas descendo colinas. Na floresta, é o lobo que tem medo de chapeuzinho linguiça é feita de abobrinha. Imagina fazerContinuar lendo “Era uma casa muito…”
Arquivos mensais:novembro 2024
paixão de verão
paralelepípedos tropeços subimos ruas arrastando bloco entre confetes serpentinas adentro cortejo marchamos carnaval corpos vibram tambor somos par em fantasia dançando música micropartículas cintilam pele arde sol aquela febre de verões mergulho boca sabor glicose farto sede anzol fisga peixe pescador eufórico esquece molinete presa se perde cardume marcham cinzas paixão de verão azedume
A Substância
Fui ao cinema acompanhando minha caçula de 18 anos em mais uma escolha dela pelo gênero de terror. Confesso que não é meu estilo de filme preferido. Mas saí no meu domingo à tarde aberta a provar essa experiência. E sim, foi uma experiência!Sempre que vejo obras (livros ou filmes) capitaneados por mulheres e, maisainda,Continuar lendo “A Substância”
Recondução
Por anos, escrevi sob meu nome verdadeiro mesmo tendo um pseudônimo que me deixasse a vontade. Hoje, sinto o chamado da escrita me inundando depois de um tempo sem conseguir escrever. A partir de hoje, quem escreve e escreverá, será Gaia. A força e chama que compõe o meu ser literário. Passei por períodos deContinuar lendo “Recondução”
Serenata de amor
Ontem o motorista do uber me disse, durante o caminho, que sua mãe o subornava com serenatas de amor quando ele era criança. E me lembrei que minha irmã guardava embalagens do bombom na sua agenda. Devia ser de alguém especial, até hoje não sei. O mistério parece mais interessante. E do serenata de amorContinuar lendo “Serenata de amor”
A infecção
Ela nunca imaginou que sua vida seria assim. As doenças incuráveis e a loucura. Mas foi o que aconteceu. “É a aleatoriedade da vida”, poderíamos dizer, para tentar consolá-la. Mas ela finge que não busca mais consolo. “Não, foram escolhas”, retrucaria. Péssimas escolhas. Em meio ao caos da vida. Ao capitalismo, a histórias de vidaContinuar lendo “A infecção”
