Mães no Poder

Cheguei no evento em cima da hora. A dificuldade em conseguir um táxi na hora mais movimentada da manhã fez com que eu não chegasse com a antecedência que eu queria. Apesar de estar um pouco preocupada com o horário, estava feliz em contemplar as paisagens daquela cidade cheia de significado para mim e naContinuar lendo “Mães no Poder”

Terça à noite

Que dor, que solidão! Há quanto tempo não me sentia assim? Hoje minh’alma tá doendo Tá sangrando Tá difícil Uma distância Um não caber Um não pertencer Doendo por não me achar digna Dilacerando não me ver merecedora Me colocando abaixo do pódio Para aquém do último lugar Doendo o querer e não poder QuererContinuar lendo “Terça à noite”

Voltei para te escrever

Faz meses que não consigo escrever,  muitos projetos ficaram pelo meio do caminho e eu me lembrei de você, a pessoa que nunca leu algo que eu escrevi. Quando era mais nova, era mais fácil escrever sobre amores platônicos e pequenas paixões abruptas. Os dias têm corrido em uma velocidade superior ao que consigo acompanhar,Continuar lendo “Voltei para te escrever”

Literatura da revanche

Cuidado comigo. Porque eu não ando só. O bloco de notas do celular está aí para isso mesmo e cada gatilho eu transformo em ideia. Minha literatura é da revanche. Meu contragolpe é na forma de letras. Mexe comigo para você ver só. Te transformo em personagem e na digitação rápida do teclado você vaiContinuar lendo “Literatura da revanche”

Microcrônicas de capital #6

Como eram muitas pessoas para receber marmitas já descemos os três do carro, um pegou os agasalhos para distribuir. Juliana me mandou olhar para trás: vinham policiais. Pior: polícia montada! Ai, meu Deus! Vão jogar os cavalos sobre as barracas, se não jogarem sobre as pessoas! – Quem é a pessoa responsável pela distribuição? UmaContinuar lendo “Microcrônicas de capital #6”