Você foi um erro desde o primeiro olhar. Desde a primeira interação, você era o que eu menos precisava e ainda bem que esse ciclo vicioso terminou. Você foi como uma droga e a abstinência sempre foi minha pior inimiga. Sofri com comparações relacionadas a você sobre minhas conquistas e fracassos. Tudo isso aconteceu emContinuar lendo “Reescrita”
Arquivos mensais:fevereiro 2024
Microcrônicas de capital #3
– Não pode usar essa rua de ponto sem autorização, baranga!– Só estou indo para casa.– Nesse chic? Tava onde?– Num casamento.– E volta para casa de ônibus? Pelamor! Cê mora longe?– Depois da Avenida mais oito quadras.– Mona, sofre não! Pega minhas havaianas e põe esse salto na sacolinha, toma!– Tem alguma coisa aquiContinuar lendo “Microcrônicas de capital #3”
Eu pequena
Ela caminha em minha direção como uma seta disparada por um arqueiro hábil. Caminha em linha reta e inequivocamente me tem como destino. À medida que se aproxima, consigo ver seu vestido de listras amarelas e azuis, dançando na cadência do seu caminhar. Seus cabelos lisos estão presos em um rabo de cavalo que tambémContinuar lendo “Eu pequena”
Meu novo ano
Meu novo ano, pensei seria fácil passar pano bento lavar os pés dos teus prévios O que jurei no velho que se despede e te recebe com fogos, esquece. nem chegou a cair umbigo pois dévio destino ocorreu-me Lembra do mantra do arrebento do mar Chuá … Chuá…? Repeti-o até a língua cansar e perderContinuar lendo “Meu novo ano”
Na estrada
Na estrada Eu estou na estrada Na estrada da vida Catando cacos pelo caminho Olhando o céu azul Pensando no medo do fim Eu estou na estrada Correndo a mil Vendo-a passar em segundos Quase tocando o ar Me atirando nesse mar De areia e pedra Me misturando, camuflando Sendo um pouco dela… Eu estouContinuar lendo “Na estrada”
Frivolidade
Em meio a fumaça do charutoAtravés do vidro do copo de Campari Suas ideias ricocheteiam na minha essênciae…me escolho Preciso de uma boca muito mais sedenta do que a tuanuma taça de Brüt.
Faz um tempo
Faz um tempo que saí de cenaAcordo a hora que queroDurmo quando o sono vemTroquei o dia pela noiteJá dormi amanhecendoAcordei anoitecendoVivi fora do tempo das pessoas comunsHabitei o incomumOuvi a chuva cairPintei de madrugadaEstudei às 3 da manhãFui ao mercado meia-noiteVi as luzes dos apartamentos se apagandoE me perguntei quem também estava aliDesperto emContinuar lendo “Faz um tempo”
