Minha mão agora

Minha mão agora
é quase tão exigente
quanto meus olhos
leitores e vorazes

Minha pena hoje
Não profere mais
quaisquer palavras

E o papel
diante de mim
não provoca
ansiedade

No silêncio
e na virtude intocada
da superfície branca
distante do trânsito
de letras e pontos

Descobri:
É o lugar onde encontro
minha alma poética
dormindo e sonhando

Porque a vida é repleta de
Antíteses que se completam
O movimento é importante
também a pausa.

3 comentários em “Minha mão agora

  1. Oi, Camila, gostei muito do texto. Sim, essa alma poética que está em nós, e que muitas vezes, é como se nos fugisse, para, no momento e cenário inspirador, revelar- se em versos e textos que precisamos escrever. Parabéns! Beijo

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