Um sentimento de inadequação sempre me invadia quando um relacionamento não dava certo. No que será que eu errei? Poderia ter feito diferente? O que ele não gostou em mim?
Com o tempo, aprendi que o meu gostar não era suficiente para garantir o gostar do outro, que podemos nos pintar de ouro e continuaremos não fazendo diferença na vida de quem não nos quer.
Aprendi que não preciso mudar para agradar ninguém e que o sim é muito claro. Se existe um pingo de dúvida, é não.
Tudo que já nos marcou a ferro quente, nos deixou marcas e cicatrizes também nos ensinou algo. Pessoas também nos ensinam o que não queremos para nós.
Que os finais e as marcas deixadas por todos que nos constituíram como pessoa sirvam de ponte para o recomeço, para o novo atravessar e chegar.
A palavra de ordem é a impermanência. Nada é para sempre, quanto mais tentamos aprisionar nossa felicidade num instante mais ela escapa pelos vãos dos nossos dedos. O que não depende de nós não nos pertence e a atenção plena nos ensina a viver o agora.
Por tudo isso, se o novo bater a sua porta, deixe entrar. Receba com um sorriso, o coração grato, a alma leve. Esquece o que te fizeram no passado, não generalize comportamentos, não coloque as pessoas no mesmo balaio, não finja ser o que não é para agradar e não pense no amanhã, não crie expectativas; principalmente, em relação ao que não depende de você.
Se de alguma maneira o novo te gerar insegurança, ansiedade, dúvidas, desconforto e sentimento de não pertencimento…aguce seus instintos, amplie o campo de visão e esteja alerta se isso não seria um NÃO.
Lembrando, o sim é muito claro e se realmente for ele batendo em tua porta, abra, sem medo, sem reticências e estenda o capacho: SE FOR PRO BEM, PODE ENTRAR E FICAR!

Maravilhoso, Claudinha!
O sim abre esconderijos da nossa alma.
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Sempre, minha amiga.
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Oi, Claudia, viver o novo é renascer. Parabéns pelo texto, querida, Beijo
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