VERSUS EMBRIAGADOS

Tivesse águia nos olhos

Outros seriam meus enredos

me serviria a

infindável sede dos embriagados

Bêbados

acordam arrependidos

riram em desvario

choraram sem pudor

dor crônica da alma

esqueceram dúvidas e dívidas

– breves  minutos –

pagaram espumas para desconhecidos

viram a beleza escondida  no trote

feito coruja  apaixonada

pela beldade dos filhotes.

A poeta

embriaguez da poesia

arrasta-se no ventre das mãos:

seu próprio vômito.

atônitas,

palavras não se entendem

se estendem.

sumário bipolar da vida

seu álcool de todo dia

Tivesse eu

lido o poeta

com os olhos de agora

e lá eu não fosse

a impagável promessa

de  ser,

eu gritaria meus versos

de cima dos montes

fazendo rir ou chorar

os horizontes

e quem sabe

alguém

até gostasse de ouvir-me.  

4 comentários em “VERSUS EMBRIAGADOS

  1. Jovina nossa poeta mor! És inspiração, és pura poesia, és força de ação, graça, dor, amor e mais: és profundidade, arte e luz… com tua poesia preenches a nossa alma sedenta de beleza!

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    1. Oi. Maria Ângela querida e admirável companheira de escrita, nem sei como agradecer palavras tão belas e generosas. A recíproca é verdadeira. Grande beijo. Minha querida.

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  2. Querida Jovina, sua poesia é almaecarne, assim, tudo junto. Seus versos ardem em algum ponto do corpo, um rim, que filtra suas palavras, deixando-as livres para circularem em nós. Beijo grande da sua admiradora.

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