SEM NOME

Por: Katya Mota

Macerava a folha amarga entre dentes. Amarga de uma mágoa morna, sem grandes arroubos, só uma saudade persistente, afinal já era tempo.

Absorvia a seiva fresca que lhe escorria pela garganta, mas sem conter o arrepio que o sabor provocava. Ah o arrepio e seus pelos eriçados! Beijo na boca, hálito na nuca… Também era uma saudade persistente (…) e fez um chá para rememorar.

Katia Mota

Nascida em São Paulo, residente em Cerquilho-SP desde tenra idade.

Formada em Letras e Artes Visuais, pós graduada em Literatura Contemporânea.

Publicado por Katja Mota

Não fui eu, foi o meu eu lírico.

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