Vamos para Niterói passar o dia A gente pega a ponte de carro Vê a baía Ou vai de barca Ouviu o apito? Vai zarpar Olha aí a praça Araribóia Vamos conhecer o caminho Niemeyer Que lindo o caminho dos pescadores O MAC parece que vai decolar A vista do Rio é mesmo linda SentaContinuar lendo “Niterói”
Arquivos da categoria: Poemas
Verão no Rio
Verão no Rio Quem não tem piscina, vai para a praia ouvir a JBL dos outros Moço, quero um mate e um biscoito globo Sal ou doce? Sal, moço Olha o chorinho Caetano, o cachorro, vem e lambe meu mate Só no Rio cachorro toma mate O mar tá piscininha ou dando caixote? Quanto táContinuar lendo “Verão no Rio”
Encoberta
Queria me despir da vergonha arrancar essa máscara e deixar que você veja que atrás dela tem uma mulher que te ama. Queria agarrar essa chance. Ter a certeza de que em você também inflama a chama da paixão.
Verão
Verão Me lembro de você De nós Da gente Suas ideias malucas Banho noturno de mar Você nunca foi muito certo mesmo O ar-condicionado gelado Aquele sabor de estar com você E de você não estar em lugar nenhum mais Você, que sempre escapava Chamadas perdidas Eu, perdida Paradas na estrada Pega o ônibus naContinuar lendo “Verão”
poema de uma face só
quando eu nasci, um anjo cor-de-rosacom roupa de princesa da Disneydisse: Vai, Nicole! Ser sádica na vida. a mulher atrás dos óculos coloridosé fofa, inquieta e debochadatem poucos e bons amigosa mulher atrás dos óculos e do batom mundo mundo vasto mundose eu me chamasse Raimundoseria uma rima, e também uma transiçãomundo mundo vasto mundomaisContinuar lendo “poema de uma face só”
Que venha o novo ano!
Para você que passou o ano esperando O emprego novo, a casa própria, o aumento de salário O grande amor Para você que passou o ano Sonhando, ansiando, sofrendo Para você que chorou mais que sorriu Que acatou mais que protestou Para você que lutou… Não espere mais Faça sua hora acontecer Não deixe seuContinuar lendo “Que venha o novo ano!”
terremoto
Algo do que sou me desmorona. Isto não é um delírio,sequer um devaneio inteiro. Meus cílios pesados de escombros,ruínas arruinadas da mente. Publicado in: Exoterra (2005, ed Urutau).
Beija-flor
Ele chega de mansinhoe beija a minha flor. É um beijo molhadoque começa suave Vai entrando pelos meus pensamentose minhas entranhas. É um beijo de carinhoque espanta toda a dor. Alguém já tinha faladoque ele chega devagarinho,se instalae só sai depois que faz o ninho.
Andanças Andinas
Ando pelas estradas das cordilheiras,buscando respostaspara perguntas não feitas. Pensamentos incessantes,às vezes intrusivos,subindo e descendoas estradas curvas que contornam as montanhas rochosas. Questionamentos profundosdessa minha mente caprichosa. Qual a sanha que trouxe esses povos para os picos andinos?Quais motivos os fizeram ficar?O frio, o deserto, um imenso salar? Poucos animais, pessoas sofridase lhamas queridas.Muitos cachorrosContinuar lendo “Andanças Andinas”
Retrovisor
Retrovisor Tenho olhado muito pelo retrovisor. Esquecendo o que há à frente? “São fases”, penso. As coisas passaram, mas ainda continuo de olho nelas. Ou no que restou delas. Em parte, pelas circunstâncias. É quase uma necessidade estar a par. Afinal, não há carros ou motos sem retrovisor, não é mesmo? É, eles são fundamentaisContinuar lendo “Retrovisor”
