Que venha o novo ano!

Para você que passou o ano esperando O emprego novo, a casa própria, o aumento de salário O grande amor Para você que passou o ano Sonhando, ansiando, sofrendo Para você que chorou mais que sorriu Que acatou mais que protestou Para você que lutou… Não espere mais Faça sua hora acontecer Não deixe seuContinuar lendo “Que venha o novo ano!”

Andanças Andinas

Ando pelas estradas das cordilheiras,buscando respostaspara perguntas não feitas. Pensamentos incessantes,às vezes intrusivos,subindo e descendoas estradas curvas que contornam as montanhas rochosas. Questionamentos profundosdessa minha mente caprichosa. Qual a sanha que trouxe esses povos para os picos andinos?Quais motivos os fizeram ficar?O frio, o deserto, um imenso salar? Poucos animais, pessoas sofridase lhamas queridas.Muitos cachorrosContinuar lendo “Andanças Andinas”

Hídrica Onírica

Sonhei que eu bebia muita água,muita água, muita água mesmo, que éramos amigose você até conhecia meus pais,até conhecia minha casa,entrava por um portão de ferro azul escuroque não era tão azul escuro,nem assim tão de ferro,e muito menosminha casa, mas no fundo eu sabia que era porque ali estávamos seguros,porque eu te dava umContinuar lendo “Hídrica Onírica”

O Artefato

Um grupo de homens sem idadebrincava próximo à praiaquando encontrou aquele artefato.Não faziam a menor ideia do que se tratava.A princípio, ficaram distantes —com medo mesmo de se aproximarem.Parecia frágil e singelo, mas…algo não estava certo.Decidiram chamar o ancião para opinar.Chegando mais perto,o ancião ficou paralisado.— Nossa… há quantos anos não ouvia,nem via nada parecido…UmContinuar lendo “O Artefato”

 Do Retorno ao Lar Supremo 

Não é o fulgor do sol que guia, nem o clarão argênteo da lua que ilumina, nem tampouco o ardor do fogo que consola — mas sim o chamado do Inefável, que ressoa nas dobras silenciosas do coração: “Retorna.” Os sendos terrenos fatigam a alma, as veredas pedregosas maceram os pés; mas há uma moradaContinuar lendo ” Do Retorno ao Lar Supremo “

A mulher e o castelo

Naquele castelo do alto, naquela casa fria sem vida, vivia uma mulher seiva. Seus galhos se espalhavam como gavinhas pelo castelo. Apesar de alimentar a todos, ela mesma não se nutria. Certo dia de sol aberto, pleno, expandiu-se para fora desse lugar frio. Sob aquele sol poderoso, a mulher seiva se banhou. Alimentou-se a siContinuar lendo “A mulher e o castelo”