Por que você escreve?

Semana passada fui convidada a responder uma pergunta que eu julgava saber a resposta. “Por que você escreve?” Não tive palavras na hora. Para me ajudar a responder, pedi ajuda às sábias escritoras que vieram antes de mim. Cecília Meireles me disse em versos: “Eu canto porque o instante existee a minha vida está completa.NãoContinuar lendo “Por que você escreve?”

É aqui que ganho a vida

Dedos sujos de tinta.Vou para o escritório mesmo assim.Há que cumprir:A carga horária.O contrato.As tarefas.As metas.As expectativas (alheias e minhas) sobre mimQueria ser outra pessoa.Mas eles não deixam.Eles nunca vão deixar.Gostaria de ir embora. Ainda que encontre isto mesmo em outro lugar.Dizem que muitos gostariam de estar no meu lugar.Os processos, os padrões, as regras,Continuar lendo “É aqui que ganho a vida”

Vim para a cidade grande

Essa história começou há quase 20 anos. Com uma mochila nas costas, muitos sonhos e pouca grana, vim pro Rio de Janeiro estudar. Em universidade grande, pública. No início estranhei. Os alunos em sua maioria eram mais novos. Levei 3 anos para passar no vestibular. Escolhi um curso concorrido: jornalismo. Mas logo conquistei amigos. AlgunsContinuar lendo “Vim para a cidade grande”

Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!

Neste ano, o Dia Internacional da Mulher me trouxe um sentimento incômodo que ainda não consegui nominar com precisão (sentimentos são precisos?). Talvez até o final deste texto que ora inicio, eu encontre um punhado de palavras que façam jus ao que vem me habitando nesses dias. Estou ficando velha. O algoritmo da rede socialContinuar lendo “Me dê meu chocolate, minhas rosas e meus direitos!”

Hoje é dia de Rock, bebê!

Havia um tempo que Mirella se sentia mal. Dor nas costas, nos joelhos, nos cotovelos, na planta do pé, na raiz da vida. Uma árvore na floresta urbana sendo carcomida pelos cupins. Exagero! Mirella era uma boa vida, classe média burguesinha, burguesinha, burguesinha… só no filé. Se vestia com as marcas da moda e nemContinuar lendo “Hoje é dia de Rock, bebê!”

Justiça seja feita

Certo, entendi o ocorrido finalmente. Não que eu estivesse em busca de entender coisa alguma, queria mesmo era me ver livre do problema, mas a dúvida não me deixava dormir em paz. Seis meses antes dessa tarde de inverno – alegre demais para o frio que fazia, ensolarada demais para o humor cinza dos presentesContinuar lendo “Justiça seja feita”

Âncora Emocional

Belinda e Dani se encontraram para um café da tarde em uma nova cafeteria recém-inaugurada. As amigas conversavam sobre um assunto muito pesado quando a atendente se aproximou para anotar os pedidos. — Dani, não aguento mais! Rodolfo fez de novo. — Não acredito! E você não fez nada? Deixa eu ver essa marca… Oh,Continuar lendo “Âncora Emocional”