paralelepípedos tropeços subimos ruas arrastando bloco entre confetes serpentinas adentro cortejo marchamos carnaval corpos vibram tambor somos par em fantasia dançando música micropartículas cintilam pele arde sol aquela febre de verões mergulho boca sabor glicose farto sede anzol fisga peixe pescador eufórico esquece molinete presa se perde cardume marcham cinzas paixão de verão azedume
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Obra
sob expressão introspectiva permaneço imóvel sentimento enigmático destaca rosto capto mensagem oculta sfumare busco riso me perco multidão recrio Da Vinci na Epístola aos Coríntios examino-nos este é o meu corpo nosso templo em eucaristia devora a Última Ceia bebo cálice ascensão corpo sagrado comungo sobreposta no círculo redescubro proporções simetria perfeita algoritmo exato calculoContinuar lendo “Obra”
Neruda
“É a manhã cheia de tempestadeno coração do verão.Como lenços brancos de adeus viajam as nuvensque o vento sacode com viageiras mãos.Inumerável coração do ventopulsando sobre o nosso silêncio apaixonado.” (Pablo Neruda) estava a observaraquele seboentre usadose novosfolheio páginaselas exalammemóriasdos livrospersonifica notávelintrigo-meno silênciocabelo desleixadosebosode pele pálidaolhos cansadosem mima febre de verõesnão há trocasou diálogosapenasContinuar lendo “Neruda”
meus anos
faltava um diapara festejarmeus anosmagnitude do céuem chamasdeclina invernomergulho golerefaço trajetoadentro o caosfermento astrologiaalívio acometefinda infernoviro avessocego passadovisto traje novosento solitáriagarganta fechaacendo velaaguardo contraçãoembriago noiteadormeço fetona auroravento sopracarne frescarenascimento
inSignificância
ontem saudadedoeu peitooco coraçãoocrelamento solidãopassado sem memóriacabeça ensaiabeijo doceolfato condenaa brisacheirando maresiapersonificada matériatranslúcidasinto corpoconectando-sedanço valsadisritmadacaio em sideito madrugadafriadurmo insôniajanto fomedo desejojejum
Transbordo solidão
em sonetoo auto retratoremoo vidasdesesperoafogo mágoaslavo almatransbordo solidãocompanheira únicado presenteque passado deixounão me reconheçoreflexomergulho profundodeságuo ruínaspedaços de mimcoração já não batevoz ressoaCanção do Exílioem cômodofaço abrigobebo doresrogo a Deusque não me salvou será o fim? Poeta, professora e atriz, Mahelle Pereira tem mais de 20 anos de carreira em teatro, além de grande experiência ensinandoContinuar lendo “Transbordo solidão”
