Não durmo

Não durmo

Sinto o cair da noite em desespero

E escuto o próprio silêncio

E o som dos minutos passando

Lentos

Não durmo

Estou sem comprimidos

Sem aditivos

Sem meus vícios

Estou nua

Não durmo

Ficamos somente eu e a lua

Testemunha muda

De minha tortura

Doente

Não durmo

Te peço, me cura…

Não durmo

E as estrelas testemunham meus versos

Um bom momento para sonhar,

mesmo desperto

Foto: Gabriel González Encarnación

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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