Jornalismo

Jornalismo. Entrei nessa profissão quase que por um acaso. Gostava de escrever, de me comunicar e parecia ser algo compatível com os meus desejos. Mas, ao mesmo tempo, era uma forma de buscar segurança. Já que tudo que eu gostava me ligava à arte.

E arte no Brasil não dá dinheiro…

Comecei a faculdade, os estágios, e fui me envolvendo cada vez mais com essa profissão que se tornou aos poucos uma paixão na minha vida.

Hoje, por meio das minhas matérias que seguem, claro, uma linha editorial e um projeto maior que não é meu, consigo colocar um pouco daquilo que sinto.

Especialmente naquelas que faço sobre aquilo que amo: direitos humanos e cultura.

Sinto um compromisso, quase que uma vocação, de escrever sobre o trabalho de artistas brasileiros que lutam todos os dias para se sustentar e fazer aquilo que eu não tive coragem: assumir a arte como profissão. Como ganha pão.

Os últimos dias foram especialmente difíceis.

Cobrimos uma operação policial, uma terrível operação policial no Rio de Janeiro, que deixou uma centena de mortos.

Fiz uma matéria sobre o falecimento de um cantor e compositor que eu admirava.

E tantas e tantas outras exigiram de mim rapidez, criatividade, concentração. Mas sabe que até que eu gostei?

Finalmente me sinto uma profissional de verdade.

Cada vez mais e mais me envolvo com esta profissão que percebo que agora não escolhi por acaso. Foi como se Deus a colocasse em minhas mãos.

Lembro que quando eu fazia teatro, sempre ouvia a frase: “Deixando a pele em cada palco”.

Pois hoje digo com alegria: “deixo minha pele em cada texto”.

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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