Explode

Numa madrugada de quinta
Acordo suavemente
E me pergunto
Quantas horas faltam?
Para pedir demissão deste emprego
Mudar da cidade
Voltar para as aulas de teatro
Ousar tentar uma nova carreira
Ou finalmente ter um filho
Em uma madrugada fria
Me espanto
Com os rumos da vida
E os desencantos
Os sonhos que foram pra frente
E os que se tornaram pesadelos
Poderia ter sido diferente?
Ainda da tempo de mudar?
Neste madrugada, o sono não bate
E são tantas perguntas
Que explode o peito

Publicado por Carol Pessôa

Jornalista, escritora e atriz. Autora dos livros À Beira da Vida, Salto para o Desconhecido, Amor e outras Histórias: contos para aquecer o coração, A Cápsula e Meu Canto.

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